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A grande necessidade dos EUA em desenvolver um Interceptador de Mísseis Balísticos

Em 1999, o Escritório Nacional de Inteligência para Programas Estratégicos e Nucleares dos EUA, foi designado para examinar as capacidades futuras de vários países que têm ou tiveram mísseis balísticos ou programas de Veículos Lançadores de Satélites (SLV) ou intenções de prosseguir com esses programas.

Usando informações de inteligência e experiência de dentro e fora da Comunidade de Inteligência, foram examinados cenários pelos quais um país poderia adquirir um Míssil Balístico Intercontinental (ICBM) até o ano de 2015, inclusive por compra, e avaliado a probabilidade de vários cenários, sem abordar todas as potenciais mudanças políticas, econômicas e sociais que poderiam ocorrer.

THAAD Theatre High Altitude Area Defense - Missile System - Army Technology
THAAD

De fato, o cenário era de baixa tensão bélica global, haja vista que a URSS havia sido dissolvida em 1991, e a Rússia caminhava fraca e projetando uma economia mais aberta, entretanto os EUA acumulavam significativas capacidades de ICBM e sistema de defesa do tipo, os Interceptores de Mísseis Balísticos, como aos baseados em silos, aqueles operados por embarcações de superfície – os sistemas Aegis, e os baseados em terra como o Patriot PAC-3 e o Terminal de Defesa de Área de Alta Altitude (THAAD).

Apesar da linha de defesa aérea sólida e robusta, os americanos buscam melhorias tecnológicas de curto prazo para um Interceptador de próxima geração ara enfrentar as ameaças mais complexas, e a Agência de Defesa de Mísseis (MDA) busca colocar uma nova tecnologia em campo até 2027 ou 2028.

De acordo com site especializado South Front, Os Estados Unidos estão lutando para desenvolver seu Interceptor de Próxima Geração o mais rápido possível para conter as tecnologias balísticas emergentes. As estimativas colocam o custo do programa em US$ 18 bilhões.

Lançamento de um THAAD da Lockheed Martin

O desenvolvimento em si deve custar US$ 13 bilhões, e então a sustentação e a aquisição seriam “um pouco” mais de US$ 2 bilhões. O Pentágono anunciou em agosto de 2019 sua intenção de construir um novo interceptor após o cancelamento do programa Veículo Exoatmosférico de Destruição – Exoatmospheric Kill Vehicle (EKV).

Um interceptor ICBM é crucialmente necessário, no entanto. Essa arma constitui o Sistema de Defesa de Meio-Percurso Terrestre que existe no território continental dos Estados Unidos para a defesa contra possíveis ameaças da Coreia do Norte e do Irã.

O interceptor de próxima geração preencherá a lacuna deixada pelo EKV, fabricado pela Raytheon, que deveria atualizar o sistema projetado para destruir alvos em colisões de alta velocidade após se separar do foguete de reforço.

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O EKV funciona através de um míssil interceptador baseado em silo – Ground-Based Interceptor (GBI) – que o impulsiona/desloca para uma trajetória de interceptação, assim se separa do impulsionador e colide autonomamente com uma ogiva que se aproxima.

Em 2010 e 2013, um interceptor terrestre de dois estágios e outro de três estágios, respectivamente, foram lançados com sucesso da Base da Força Aérea de Vandenberg, e depois de se separarem do impulsionador de segundo estágio, o Veículo Exoatmosférico de Destruição (EKV) executou uma variedade de manobras para coletar dados para provar ainda mais seu desempenho no espaço.

Entretanto, em 2016, ocorreu uma grave falha durante outro teste com o EKV que não alcançou o alvo por uma distância de 20 vezes a margem planejada, um desvio que o tirou das coordenadas de abate.

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Ground-Based Interceptor (GBI)

O Pentágono provavelmente espera que este novo equipamento defensivo não seja afetado pelos muitos problemas técnicos que levaram ao cancelamento do programa RKV. Lockheed Martin e Northrop Grumman já foram selecionados para enfrentar uma competição para desenvolver e construir os interceptores.

Os custos por cada unidade do novo interceptador de próxima geração giram em torno de US$ 498 milhões cada e, de acordo com o escritório de Avaliação de Custos e Programas do Pentágono, o Pentágono vai comprar e apoiar 21 interceptores, além de 10 unidades de teste de desenvolvimento.

Tanto os EUA quanto a Rússia caminham contra o tempo para desenvolver um interceptador consistente com a futura geração de mísseis balísticos que já alcançaram a tecnologia hipersônica com planadores/veículos de entrega que facilmente despeja ogivas em seus alvo a milhares de quilômetros de suas nações.

Lockheed Martin, MDA, South Front, US Army, Raytheon


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