HomeAeroespacialA Triste perda já esperada dos KC-390 Millennium

A Triste perda já esperada dos KC-390 Millennium

Em 2007 foi revelado o programa do cargueiro militar brasileiro KC-390, e em 2009 foi iniciado o seu desenvolvimento que contou com a participação de mais três países, resultando assim no primeiro protótipo que voo em 2015.

C-130 Hércules

Projeto conjunto da FAB com a Embraer para o desenvolvimento de um grande cargueiro que representasse a América Latina deu origem ao KC-390 Millennium, um jato de transporte tático militar projetado para estabelecer novos padrões em sua categoria.

Após anos de operação com os lendários C-130 Hércules, a Força Aérea Brasileira tem agora em suas asas o maior dispositivo aéreo já desenvolvido e produzido na América do Sul, o incrível KC-390 Millennium, capaz de operar em pistas não pavimentadas em qualquer local do planeta, como na Antártida, na Amazônia, no Pantanal ou no deserto mais inóspito que se tem notícia, destacando-se como uma das mais importantes ferramentas da FAB para cumprir sua missão constitucional na defesa dos 22 milhões de quilômetros quadrados aéreos do Brasil por meio das ações de Controlar, Defender e Integrar, provendo mobilidade estratégica às Forças de Defesa do Brasil em qualquer canto que for requisitado.

Diante do espetacular projeto, a Força Aérea Brasileira (FAB) assinou o contrato para adquirir 28 aeronaves do super cargueiro, estimulando a economia brasileira.

A primeira entrega deste cargueiro militar brasileiro ocorreu em 4 de setembro de 2019, entretanto, com as reais condições econômicas do Brasil e do mundo devido à crise global de saúde provocada pelo microrganismo chinês, somada às restrições orçamentárias decorrentes das ruínas da corrupção e falcatruas de governos passados, a FAB anunciou um corte de encomenda do KC-390 Millennium.

O anúncio caiu como um suco amargo para a fabricante aeroespacial Embraer, que já esperava ser afetada no desenvolvimento dos equipamentos aéreos pelas turbulências enfrentadas pelo País. A principal questão sublinhada se refere ao número rigoroso de 28 aeronaves a ser encomendada e comprada pela Aeronáutica.

Segundo a FAB, o número previsto de 28 aeronaves do atual contrato, o qual, neste momento, tem se mostrado superior à realidade orçamentária da Força, tanto para aquisição, quanto ao suporte logístico ao longo do tempo.

Em maio de 2014, o contrato assinado no valor de R$ 7,2 bilhões se concentrava em 28 aeronaves, diante disso o Comando da FAB revisou conciliar o interesse e necessidade da Força e a situação real financeira e social do Brasil, e estipula tornar o contrato de compra em menos de 20 unidades do KC-390 Millennium, triste realidade à Defesa Brasileira.

Nesse mesmo ano, a FAB também havia sofrido cortes de verbas, como todas as instituições armadas, porém não afetou o projeto do KC-390 e dos caças do projeto FX-2, os Gripens NG, que contaram com mais de R$ 1,7 bilhões.

As dificuldades giram em torno do orçamento restrito nas Forças Armadas, deste mais de 79,6% são direcionados ao gasto com pessoal, para inativos o Ministério da Defesa repassa R$ 29,2 bilhões e R$ 24,5 bilhões em pensões.

Para entender melhor os resultados desta revisão e a possibilidade de compra ser menos de 20 aeronaves, estipula-se que se o prazo para a entrega de todas as aeronaves é 2027, e a FAB propõe uma repactuação para que sejam entregues dois KC-390 Millennium por ano, caso duas entregas sejam concretizadas ainda em 2021, até o respectivo fim da encomenda serão 14 aeronaves nos quadros da FAB.

A Embraer, em nota, informou estar com todas as suas obrigações contratuais em dia, bem como reitera sua capacidade de cumprimento de obrigações futuras, destacando que a questão gira em torno do problema global de saúde e do orçamento restrito da Força, afeta diretamente a vitrine do KC-390 no cenário internacional e, consequentemente, o setor aeroespacial da Embraer que já vendeu ao todo sete unidades às nações pertencentes à OTAN, Portugal e Hungria.

A sangria das encomendas do KC-390 entrou num efeito dominó rigoroso que teve início a partir de 2015 e visível com as entregas atrasadas em 2019, afetando todas as outras encomendas.

O KC-390 Millennium tornou a nação brasileira protagonista entre os fabricantes de equipamentos de defesa no mundo, especialmente de cargueiro militar, além de possibilitar exportações de um produto de alto valor agregado que conta com sistemas de autodefesa, deixando-o menos suscetível a ameaças em ambiente hostil, bem como superar as demandas que estão acima dos limites operacionais do C-130 Hércules.

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