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Apesar da “retirada” das tropas, as tensões na Ucrânia estão longe do fim!

Putin decidiu reduzir as tensões no Leste Europeu ao ordenar a volta dos militares russos da região de fronteira com a Uc rânia após cessar as atividades militares programadas ao longo do ano.

A atual congestão maligna diplomática e bélica no Leste Europeu se dá em torno de várias questões, como a possibilidade da OTAN incrementar a Ucrânia como membro ativo, o avanço do Ocidente sobre fronteiras próximas da Rússia e aliadas, o alto investimento financeiro e armamento pesado aos militares ucranianos, a busca por uma alternativa ao gás e petróleo russos que ultrapassa mais de 35% na dependênOTAN cia europeia.

Se tais fatores são destacados pelos russos, na visão do ocidente é possível observar a crescente mobilização russa em direção à fronteira leste da vizinha, a colocação de equipamentos de contramedidas, interceptação e artilharia e blindados sobre pontos estratégicos na Bielo, na península anexada em 2014, e Moldávia, na exclusiva diferença que os russos ameaçam DENTRO de seu próprio território, já a OTAN está espalhada em várias nações sob coordenação do alto comando da OTAN na Europa e do Comando Militar Americano Europeu.

Pois bem, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro desembarcou em Moscou na manhã dessa terça-feira para se encontrar nesta quarta-feira, 16 de fevereiro, com o presidente Vladimir Putin para tratar de assuntos estratégicos que contará com a pasta da Defesa nas discussões.

Da chegada de Bolsonaro à Rússia, Vladimir Putin anunciou a retirada de parte das tropas e batalhões de seus Exércitos nos arredores da fronteira oeste, soando em milhares de manifestações nas redes sociais do anúncio como atribuição à presença de Bolsonaro, porém não há nenhuma ligação com o fato.

Ocorre que o presidente russo, Vladimir Putin, encontrou-se com o chanceler alemão Olaf Scholz na capital, e manifestou o trabalho em conjunto entre as partes para seguir o caminho das negociações, e parece estar pronto para trabalhar com o Ocidente na redução das tensões locais, o mais recente sinal de que a perspectiva de guerra com a Ucrânia pode estar diminuindo.

Como já reportado pelo Área Militar, as constantes acusações e manobras militares do ocidente e as manobras e posições russas também constantes resultam em inquietações psicológicas e militares dentro da Ucrânia, e durante a já anunciada coletiva de imprensa no sábado, o presidente ucraniano Zelensky solicitou, em tom tranquilo, que as nações ocidentais mostrem as informações sobre a suposta invasão russa que eles estão prevendo.

Durante o encontro com o alemão, Putin deixou claro que a Rússia não quer guerra, mas não pode fechar os olhos para como Washington e a OTAN “interpretam livremente” o princípio da indivisibilidade da segurança que nenhum país deve fortalecer sua segurança à custa de outros.

O impopular Macron até tentou retardar as tensões ao se encontrar com Putin, mas tomou uma reviravolta. O presidente russo destacou que estão preparados para tudo, e não é a Rússia que está indo na direção do ocidente, é o ocidente que está em direção à Rússia. Além de Putin, militares do alto escalão da OTAN foram contrário à fala de Macron durante o encontro, após dizer que a Europa não estava segura enquanto a Rússia também não estiver segura.

Falando das perspectivas de continuar o diálogo entre a Rússia e o Ocidente, Olaf Scholz concorda expressamente que as opções diplomáticas estão longe de se esgotarem, e a retirada de parte das tropas da Rússia significa um BOM SINAL.

Acredita-se que parte dos mais de 130.000 soldados russos que cercam as fronteiras da vizinha serão deslocados para suas regiões de origem após o fim dos exercícios militares que, alguns, estavam agendados há mais de 1 ano.

Dias antes, os Estados Unidos e seus aliados deram o alarme de que a Rússia poderia invadir a qualquer momento, com vários países ordenando que os cidadãos saíssem e evacuassem suas embaixadas em Kiev.

A Rússia também anunciou sua intenção de remover alguns diplomatas devido ao medo de “provocações”, mas otimizaria o quantitativo de funcionários, e o Reino Unido confirmou que não retiraria nenhuma autoridade, um sinal dado que uma possível invasão não ocorreria.

Se fosse levar ao pé da letra cada alarme dos EUA de invasão da Rússia, os ucranianos já teriam se mobilizados dezenas de vezes, isso provoca pânico e êxodo em massa de locais próximos das fronteiras, atrapalhando no ordenamento da economia, política e proteção das áreas afetadas.

Ainda na segunda-feira, 14 de fevereiro, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, aconselhou Putin a manter o diálogo aberto com o Ocidente em uma reunião cuidadosamente coreografada, enquanto o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, disse que a Rússia em breve começaria a retirar “algumas” de suas tropas para suas bases.

Putin e conselheiros conhecem bem o teatro de dissuasão e poder de convencimento no novo teatro de guerra híbrido. Manter o inimigo sempre por perto com diálogos amistosos com concessões bilaterais, porém trabalhando forte e assertivo, estabelece a ideia principal de manter a força local, impedir novos avanços da OTAN, mostrar como vitrine internacional sua força de prontidão rápida, e tornar possível o diálogo sobre a permanência do gasoduto Nord Stream 2 por toda a Europa.

Apesar da retirada de parte das tropas russas que encerram seus exercícios militares dentro de alguns dias, as tensões na região estão longe de chegar ao fim, pois legisladores russos aprovaram uma resolução não vinculativa pedindo a Putin que reconheça formalmente as repúblicas separatistas no leste ucraniano que foi palco de grandes conflitos em 2014, atenuado apenas com o Acordo de cessar-fogo de Minsk no mesmo ano, e fortalecido em 2015 com o Tratado de Minsk II, mas solapado após o retorno dos conflitos armados, inclusive com a própria força ucraniana atacando com drones de fabricação turca.

A principal questão destacada pela crise nas fronteiras com a Ucrânia nos últimos meses se concentrou predominantemente no papel da Otan e no atrito sobre a expansão da aliança para o leste.

Esta tem sido uma mensagem constante emergindo do Kremlin: que a adesão à Otan de muitas partes do antigo bloco soviético e a possível adesão da Ucrânia à aliança representam uma ameaça à soberania russa.

Para piorar, mesmo diante do anúncio de Putin, analistas acreditam que as altas autoridades da Defesa da Otan ponham em ação ainda nesta semana um plano que poderia estabelecer quatro grupos de batalha multinacionais no sudeste da Europa em resposta ao aumento militar da Rússia.

Ministros aliados reunidos na quarta e quinta-feira decidirão se ordenam que seus comandantes militares elaborem planos para enviar grupos de batalha de cerca de 1.000 soldados cada para a Bulgária e a Romênia, e possivelmente para a Eslováquia e a Hungria.

Ao que parece, haverá uma força tarefa que permitirá aos militares da OTAN escalar, mas também diminuir as ações caso a Rússia realmente diminua suas forças, e quaisquer novos grupos de batalha estariam no topo das recentes ofertas aliadas da Grã-Bretanha, dos Estados Unidos e outros de navios e aviões para reforçar o flanco oriental da OTAN e estabelecer uma força quantitativa e qualitativa que ameaça definitivamente a grande Rússia.

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Felipe Moretti
Analista militar com foco em mídia de streaming, com experiência superior a 4 anos em plataformas como o YouTube e Revistas Eletrônicas, no qual é fundador e administrador do canal Área Militar. Possui capacidade técnica para a colaboração e análises em assuntos que envolvam os meios de preservação e manutenção da vida humana, em cenários de paz ou conflito.
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