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As principais armas da Rússia que devastariam a Ucrânia

A Rússia ainda não entrou oficialmente na guerra no Leste da Ucrânia, o Ministério da Defesa impôs grandes mobilizações bélicas em direção a fronteira de Donbass, além disso, o conflito entre separatistas e ucranianos margeiam as periferias das Repúblicas. A recusa dos americanos em fornecer possibilidades de resolução pacífica aos ucranianos forma a verdadeira face do governo de Joe Biden que se preocupa em instaurar um conflito local o mais rápido possível.

CRIMEA, RUSSIA – FEBRUARY 20, 2020: Sergei Malgavko/TASS

Conforme aos últimos levantamentos de Felipe Moretti, caso o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky insistir em retirar os separatistas de Donbass, forçando-os a retroagir rumo à Rússia ou ao extremo leste da fronteira, Putin já considerou implantar um efetivo importante de seu Exército e Marinha na guerra, sendo que já autorizou este contingente que chega a 15.000 soldados baseados da Crimeia e extremo sudoeste russo, e caso a Rússia entre no conflito, diversos equipamentos bélicos estariam à sua disposição e aos representantes separatistas nas regiões de Luhansk e Donetsk, tais desfechos poderiam devastar consideravelmente a Ucrânia.

Para evidenciar este cenário, Mark Episkopos elaborou um artigo na National Interest que mostra o tão perto os ucranianos podem estar de uma batalha rápida e devastadora, dada a esmagadora supremacia aérea da Rússia e as sofisticadas defesas contra mísseis.

O artigo presume, por uma questão de coerência, que os dois únicos beligerantes serão a Rússia e a Ucrânia, mas qualquer guerra desse tipo apresenta perspectivas claras de uma intervenção internacional que poderia mudar drasticamente o curso da batalha.

Vitaliy Nevar/TASS

Ao contrário dos concorrentes de grande potência de Moscou, as Forças Armadas da Ucrânia não têm capacidade de furtividade e penetração profunda para superar as camadas de sofisticadas defesas antimísseis da Rússia, além disso, as aeronaves ucranianas são muito bem conhecidas pelos russos. Em particular, as unidades baseadas na Crimeia do sistema de defesa antimísseis S-400 Triumf da Rússia representam uma grave ameaça aos meios militares no leste e centro da Ucrânia. “Os sistemas de defesa aérea S-400 podem atingir qualquer alvo aéreo na parte central da Ucrânia.

Tudo isso é uma séria ameaça para nós”, disse anteriormente à mídia local o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, Oleksandr Turchynov. Equipado com um poderoso conjunto de radares e diversos tipos de mísseis, o S-400 pode ter como alvo aeronaves tripuladas, drones, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos em um alcance de até 400 km.

Su-35 fighter jet
© Yuri Smityuk/TASS

A lista pequena, atrasada e parcialmente decrépita de Kiev no quesito caças de combate, destaque aos MiG-29, Su-24, Su-25 e Su-27, não pode contestar com sucesso o espaço aéreo ucraniano em uma grande guerra convencional com a Rússia. Eles não apenas serão incapazes de operar de forma eficaz à luz das defesas aéreas russas, mas serão amplamente superados pela força aérea russa qualitativa e quantitativamente superior.

Os caças russos avançados, incluindo o formidável Su-35S, superam facilmente os aviões militares ucranianos e são capazes de realizar ataques terrestres de precisão devastadores contra as principais infraestruturas militares e políticas ucranianas com uma ampla gama de mísseis ar-superfície (ASM) e bombas guiadas.

Uma possível invasão russa na Ucrânia envolverá grandes batalhas em terreno urbano denso, muitas vezes priorizando veículos de combate de infantaria (IFVs) mais leves e mais flexíveis em relação aos blindados de batalha mais pesados e principais. Os últimos de infantaria da Rússia terão um papel proeminente em suas operações terrestres em território ucraniano.

O BMP-3M é uma variante fortemente atualizada do prolífico soviético e russo BMP-3, ostentando uma nova torre, tipos de munições adicionais, novos sistemas de proteção e melhorias substanciais no poder de fogo. Imagens de vídeo no início desta semana mostraram BMP-3s sendo transportados através de uma ponte que agora liga a Rússia à Crimeia.

Apesar da natureza parcialmente urbana deste conflito em perspectiva, os blindados de batalha principais (MBTs), sem dúvida, desempenharão um papel nas batalhas mais intensas da guerra, mais atuantes nas linhas de campo aberto. Não apenas as Forças Terrestres da Rússia operam o maior exército de blindados do mundo com 13.000 unidades, mas seus MBTs mais recentes oferecem uma série de atualizações modernas que os tornam uma força a ser reconhecida.

Bliindado T-90
© Donat Sorokin/TASS

O T-84 Oplot-M MBT da Ucrânia é uma máquina formidável por si só, mas provavelmente não foi produzida em quantidades suficientes para resistir efetivamente ao blindado T-90A da Rússia e sua variante T-90M modernizada. Caso sejam implantados, os blindados russos T-90 já teriam sido localizados e infligidos pesadas perdas às tropas ucranianas na região de Donbass.

O grave conflito em Donbass em curso mostra as trocas de artilharia recorrentes entre os militares ucranianos e as forças separatistas apoiadas pela Rússia. A artilharia russa se faria presente, inclusive com Moscou já vem transferindo trens de obuseiros autopropulsados 2S19 Msta-S modernizados de 152,4 mm para a Crimeia nos últimos dias.

Capazes de carregar cinquenta tiros, numa taxa de tiro sustentada de cerca de sete a oito tiros por minuto e equipados com tecnologia de mira bastante avançada, esses obuses pesados podem cobrir grandes partes da Ucrânia. Dada a esmagadora supremacia aérea da Rússia e as sofisticadas defesas contra mísseis, as forças ucranianas lutarão cansativamente para conter de forma eficaz a ameaça desses sistemas.

Definitivamente a solução aos problemas da região seja o debate na mesa entre a Ucrânia e as Repúblicas de Donbass, apesar do orgulho ucraniano falar mais alto, o entendimento mútuo é primordial para evitar extremas baixas de ambos os lados.

Caso as discussões não tomem efeitos positivos, como cessar o conflito sem haver cisão grave de território, o mais indicado seria a intervenção diplomática das potências aliadas de ambas as partes.

  • National Interest, Felipe Moretti, via redação Área Militar
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