Boeing concorda em comprar a Spirit Aerosystems para reverter a crise na segurança de suas aeronaves

A Boeing concordou em comprar a Spirit Aerosystems, uma de suas principais fornecedoras e parceiras de fabricação, como parte de seu plano para reformar a reputação de segurança gravemente abalada da fabricante de aeronaves.

A Spirit Aerosystems é um fabricante americano de aeroestruturas. A empresa, com sede em Wichita, no Kansas, constrói várias peças importantes de aeronaves Boeing, incluindo a fuselagem do 737 Max e 787, bem como a seção da cabine de comando da fuselagem de quase todos os aviões Boeing.

O acordo com todas as ações, que avalia o fornecedor em US$ 4,7 bilhões, ou US$ 37,25 por ação, foi anunciado na segunda-feira, após meses de discussões entre a Boeing e a empresa que ela desmembrou em 2005. A Boeing anunciou em março sua intenção de comprar a Spirit, dizendo que aumentaria a segurança.

O valor total da transação é de aproximadamente US$ 8,3 bilhões, incluindo a última dívida líquida informada da Spirit. De acordo com o Presidente e CEO da Boeing, Dave Calhoun, “acreditamos que este acordo é do melhor interesse do público que voa, dos clientes das nossas companhias aéreas, dos funcionários da Spirit e da Boeing, dos nossos acionistas e do país de forma mais ampla”.

A Spirit AeroSystems fabrica as principais peças de vários modelos da Boeing, incluindo as fuselagens do 737 Max. As peças são então enviadas para as fábricas da Boeing para montagem. A empresa também fabrica peças para a rival da Boeing, a Airbus, embora a Boeing seja a maior cliente da Spirit.

A aquisição da Boeing significará a separação da Spirit. De acordo com uma declaração da Airbus, as “principais atividades” do fornecedor relacionadas à Airbus serão compradas pela fabricante de aviões europeia por um valor nominal de US$ 1.

Com os incidentes da Boeing, a Airbus também ficou apreensiva, isso porque a Spirit produz seções de fuselagem do A350 em Kinston, na Carolina do Norte, e em St. Nazaire, na França, bem como asas e fuselagem média do A220 em Belfast, no Reino Unido.

A Spirit teve sua própria série de problemas de controle de qualidade nos últimos anos, e a Boeing concordou em pagar mais dinheiro à empresa para tentar melhorar os problemas de qualidade e confiabilidade da Spirit, o que prejudicou a produção e a reputação da Boeing.

A Sprit esteve envolvida na explosão de um tampão de porta em janeiro de um 737 Max da Alaska Airways, logo após a decolagem, que deixou um buraco enorme na lateral da aeronave.

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