Ciência e Tecnologia – Nove culturas da Idade do Gelo na Europa: cientistas revelaram os segredos das joias gravetianas (foto)

Os cientistas examinaram artefatos de 112 sítios arqueológicos para entender como surgiram diferentes variações no design de joias do período gravetiano. Durante o estudo, os arqueólogos descobriram nove aglomerados culturais.

Arqueólogos da Universidade de Bordéus descobriram como os antigos europeus se enfeitavam entre 34 mil e 24 mil anos atrás. Em seu estudo, os cientistas compilaram um banco de dados abrangente de joias pessoais do complexo tecnológico gravetiano encontrado em todo o continente, lançando luz sobre as diversas culturas que existiam na época. escreve IFLScience.

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Por mais de 140 mil anos, as pessoas decoraram seus corpos, começando com itens simples, como conchas. Há cerca de 45 mil anos, houve uma explosão de joias, incluindo colares feitos de ossos, conchas, marfim e pedras. Isto marcou o surgimento das joias como um importante marcador cultural, transmitindo informações sobre afiliação a grupos e status social.

Os pesquisadores procuraram desvendar o mistério que cerca as variações nos estilos ornamentais. Alguns estudiosos argumentaram que essas diferenças se devem apenas à distância geográfica, sugerindo que as culturas estavam isoladas pelos limitados meios de transporte disponíveis na época. Outros argumentaram que factores como a língua, o ambiente e a etnia desempenharam um papel.

Tela cheia

Localização dos centros culturais gravetianos no mapa da Europa moderna (o nível do mar naquela época era 100 metros mais baixo)

Foto: Baker et al., Nature Human Behavior 2024

Para testar essas teorias, o principal autor do estudo, Jack Baker, compilou um extenso banco de dados de 112 sítios arqueológicos. As conchas, totalizando 79 exemplares, foram as decorações mais comuns, sendo algumas possivelmente originárias do interior do continente. No entanto, a maioria provavelmente foi trazida de áreas costeiras, destacando a capacidade do povo gravetiano de viajar distâncias significativas.

Ao contrário da crença de que a distância geográfica era o único fator determinante da variação na ornamentação, os pesquisadores identificaram nove agrupamentos culturais distintos com base nas semelhanças dos achados. Três clusters estavam associados a locais de sepultamento e seis estavam associados a áreas residenciais.

O estudo revelou diferenças culturais, como as práticas funerárias na Europa Oriental que existiram durante os períodos gravetiano inicial e médio, mas que parecem ter cessado mais tarde. Mas na Itália, os sepultamentos apareceram apenas no período gravetiano médio e tardio, o que indica um intercâmbio cultural dinâmico.

Os pesquisadores notaram que os caçadores-coletores gravetianos aderiram às convenções culturais ao escolherem os adornos pessoais, indicando fronteiras culturais fracas entre os grupos.

Importante

Abraço eterno: cientistas revelaram detalhes dos sepultamentos conjuntos da cultura Bell-Beaker (foto)

Abraço eterno: cientistas revelaram detalhes dos sepultamentos conjuntos da cultura Bell-Beaker (foto)

Apesar da recente possibilidade de isolar ADN de pessoas da Idade do Gelo, o estudo mostra que a evidência genética por si só não pode explicar completamente a rica diversidade cultural das antigas sociedades gravetianas europeias.

Anteriormente Foco escreveu que os cientistas o encontraram na única ilha habitada do Mar Negro.

Também falamos sobre o primeiro arco triunfal descoberto dedicado ao governante do Império Romano.

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