Ciência e Tecnologia – Um cérebro desprovido de imaginação: cientistas falam sobre o que é afantasia

Quando chamamos alguém de sem imaginação, muitas vezes queremos dizer que a imaginação da pessoa é pobre, mas existe um estado do cérebro em que ele fisicamente não consegue imaginar nada.

Num artigo científico recente, os investigadores analisaram uma condição humana única conhecida como “afantasia profunda”. Essa condição vai além do já incomum fenômeno da afantasia, em que as pessoas são incapazes de visualizar imagens em suas mentes. A pesquisa foi bastante pessoal para Lauren Boyer, uma das autoras, que sofre de profunda afantasia, o que significa que ela não só não consegue visualizar imagens ou ouvir sua voz interior, mas também não consegue imaginar sensações auditivas ou visuais. Lauren percebe o mundo de maneira completamente diferente da maioria das pessoas, como revelou seu trabalho científico, escreve ABC noticias.

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Pessoas com afantasia, ou “cegueira mental”, muitas vezes carecem de outros sentidos imaginários, como a imaginação auditiva ou gustativa. Esta condição se manifesta de maneira diferente em pessoas diferentes: se estiver sozinha, como Lauren Boyer, não conseguem imaginar quaisquer sensações sensoriais, outros podem reter certas fantasias, como toque ou som. Os relatos dos autores lançam luz sobre as diversas experiências de pensamento interno das pessoas com afantasia, desde a ausência de conversas pré-imaginadas até o funcionamento subconsciente da mente que orienta as atividades diárias sem a necessidade de preconceitos visuais ou auditivos.

Em seu pesquisar as implicações da afantasia profunda para a compreensão visual também foram consideradas. Por exemplo, a dificuldade de Lauren em perceber as imagens tal como elas são apresenta um forte contraste com o processamento visual típico, desafiando as nossas suposições sobre como o cérebro constrói a realidade a partir de informações sensoriais. Esta condição indica uma desconexão entre as partes frontal e posterior do cérebro, que geralmente estão envolvidas na criação de experiências imaginadas com base nesses dados.

Finalmente, ao cunhar o termo “afantasia profunda”, os investigadores procuram não só realçar esta falta mais grave de imaginação, mas também sublinhar a importância de reconhecer e explorar tais variações na experiência humana. O objetivo é promover uma maior consciência e aceitação das diferentes formas como as pessoas percebem e interpretam o mundo que as rodeia, destacando a complexidade da mente humana e as suas inúmeras formas de processar informação. Graças a esta pesquisa, o professor Derek Arnold e Boyer contribuem para uma compreensão mais ampla da cognição humana e da gama de experiências sensoriais e imaginativas.

Anteriormente Foco escreveu sobre se o cérebro humano realmente amadurece aos 25 anos. Depois de estudar as pesquisas mais recentes, os cientistas decidiram refutar noções preconcebidas.

Também Foco escreveu que a forma do nosso cérebro é responsável pelos nossos pensamentos, emoções e até comportamento. Pesquisas recentes mostraram que a forma física do cérebro pode ser mais importante do que a sua complexa rede de conexões, e podemos estar entendendo mal a sua estrutura.

Este material é apenas para fins informativos e não contém conselhos que possam afetar sua saúde. Se você estiver enfrentando problemas, entre em contato com um especialista.

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