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EUA enviam grande carregamento de armas e munições para a Ucrânia

Os Estados Unidos enviaram ontem os primeiros carregamentos de ajuda militar à Ucrânia, que chegaram nessa madrugada em Kiev.

O confronto entre a Rússia e o Ocidente sobre os problemas na fronteira ucraniana continuam e as toneladas de munições foram enviadas para Kiev em um momento que as alegações ocidentais de governos progressistas continuam intensas na narrativa de ameaça de uma invasão russa iminente.

Em troca de uma desescalada das tensões, Moscovo quer garantias que a Ucrânia nunca fará parte da NATO.

Entretanto a diplomata com a pasta dos negócios estrangeiros do Reino Unido acusou a Rússia de tentar substituir o governo ucraniano. Segundo Londres, os serviço secretos russos estão em contacto com potenciais candidatos na Ucrânia. Joe Biden viajou para Camp David, comentando o tweet da diplomata britânica antes de se encontrar com a equipa de Segurança Nacional.

O presidente da Rússia encontrou um aliado no chefe da Marinha alemã. O Vice Almirante Schönbach disse que Putin merecia respeito e que o Ocidente precisa da Rússia como aliado contra a verdadeira ameaça – a China. Enquanto isso, a Rússia está a enviar tropas e aviões de guerra para a Bielorrússia, para um exercício militar conjunto que é também claramente uma demonstração de força na fronteira com a Ucrânia e de eventual defesa de suas fornteiras.

“O primeiro pássaro chegou”, anunciou este sábado o ministro da Defesa da Ucrânia pelas redes sociais.

Oleksii Reznikov referia-se à chegada a Kiev do primeiro avião dos Estados Unidos transportando armas para reforçar as linhas da frente do conflito separatista que se mantém no leste da Ucrânia, sob forte pressão da Rússia.

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, esteve quarta-feira na capital da Ucrânia, onde anunciou um pacote de 200 milhões de dólares de ajuda militar para conter uma eventual agressão russa.

As armas norte-americanas sucedem-se a um outro carregamento de armas antitanques cedidas pelo Reino Unido no início da semana.

Yurii Trubachov, tenente-coronel da guarda fronteiriça, diz já haver “medidas especiais preparadas” para eventuais surpresas.

“A zona está equipada com câmaras de vigilância, por isso vamos poder detetar sinais de um eventual ataque e podemos alertar as forças armadas para enviarem apoio defensivo”, explicou o oficial fronteiriço ucraniano.

Com a tensão a ser debatida pelos altos responsáveis da NATO e da Rússia, longe do terreno da ação, o Ministério russo da Defesa também faz questão de se exibir e este sábado divulgou imagens de aviões de caça a caminho da Bielorrússia para participar em alegados exercícios militares a realizar entre 10 e 20 de fevereiro.

Ao mesmo tempo os esforços diplomáticos para reduzir a tensão prosseguem e, esta terça-feira, 25 de janeiro, há uma reunião em Paris no formato “Normandia”, isto é com representantes de Rússia, Ucrânia, França e Alemanha para tentar acalmar os ânimos no leste da Ucrânia.

Desde março de 2014, grupos separatistas tomaram conta dos “oblasts” (províncias) de Donetsk e Luhansk, na região do Donbass. Com apoio da Rússia, esses grupos mantém há sete anos uma resistência armada contra as forças militares do governo da Ucrânia e reclamam a independência da região, o que Kiev vê como uma tentativa da Rússia em anexar mais uma parte da Ucrânia depois do sucedido na Crimeia.

De outro lado existem milhares de denúncias da manipulação da situação em torno de interesses comerciais com a competição pelo fornecimento de gás para a Europa, que hoje é fornecido em grande parte pela Rússia, e em uma eventual guerra esse fornecimento seria cortado, o que obrigaria a Europa a comprar a produção da Ucrânia e assim beneficiaria sócios ucranianos de Hunter Biden, filho do atual presidente empossado dos EUA.

  • Com informações AFP, France Inter, Eurasian Times, DW Germany, The Conservative, Voice of Europe, via redação Orbis Defense Europe/Genebra.

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