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Fim do Programa de Submarinos do Brasil? Como está?

Na guerra naval, o submarino é o meio que apresenta a melhor razão custo/benefício. Sua vantagem resulta da capacidade de ocultação, que se traduz em efeito surpresa. Os submarinos agregam uma importância estratégica inegável, que causa um efeito dissuasório.

Somente as ondas sonoras emitidas por sonares podem, com alguma eficiência, detectar um submarino. A propagação acústica, no meio líquido, não ocorre em linha reta.

Depende da temperatura, da pressão e da salinidade, obedecendo, dessa forma, a determinados padrões em que, muitas vezes, são geradas grandes “zonas de sombra”, onde o som não penetra com intensidade apreciável, o que permite ao submarino confundir-se com o meio ambiente em que opera, preservando sua ocultação.

Pela nobre importância e a escassez de submarinos adequados no atual cenário bélico, foi criado, em 2008, por meio da parceria estabelecida entre o Brasil e a França, o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), com objetivo de produzir quatro submarinos convencionais e o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.

Assim, contempla, além dos submarinos, a construção de um complexo de infraestrutura industrial e de apoio à operação dos submarinos, que engloba os Estaleiros, a Base Naval e a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM) no município de Itaguaí – RJ, inaugurada em 1º de março de 2013.

O programa do SN-BR teve início em 6 de julho de 2012, no Escritório Técnico de Projetos da Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (COGESN), localizado na cidade de São Paulo-SP.

Entretanto, a capacitação técnica da equipe envolvida no projeto desse submarino foi realizada por meio de cursos específicos, no período de agosto de 2010 a maio de 2012.

Essa capacitação foi ministrada pela empresa francesa DCNS, fruto do contrato de Transferência de Tecnologia firmado entre o Brasil e a França.

País com dimensões continentais de 8,5 mil quilômetros de costa, o Brasil tem o mar como uma forte referência em todo o seu desenvolvimento. A imensa riqueza das águas, do leito e do subsolo marinho nesse território justifica seu nome: Amazônia Azul.

É nessa área marítima que os brasileiros desenvolvem atividades pesqueiras, 95% do nosso comércio exterior e a exploração de recursos biológicos e minerais.

Para proteger esse patrimônio e garantir a soberania brasileira no mar, a Marinha do Brasil investe na expansão da força naval contra a investidura de qualquer nação em águas jurisdicionais brasileiras.

Um exemplo claro tem sido as frotas chinesas avançando em águas internacionais e se aproximando perigosamente da costa de diversos países, entre eles o Brasil, para exercer uma questionável atividade pesqueira.

Somente no último ano, estima-se que cerca de mil navios de bandeira chinesa ou pertencentes a empresas do país estiveram exercendo a pesca nas costas do Atlântico Sul, causando prejuízos enormes para atividade pesqueira local.

Muitos dizem que o Programa PROSUB fracassou, será mesmo? Como realmente está o projeto?

Para isso é preciso retomar pontos já concluídos para achar o fio da miada. Na França, as tecnologias sensíveis permanecem sob controle do Estado.

Desta maneira, as contratações do PROSUB foram precedidas de atos celebrados entre as autoridades dos dois países, definindo os limites desses fornecimentos e estabelecendo seu processo de supervisão.

Contudo, em dezembro de 2018 foi lançado ao mar o Submarino Riachuelo, o primeiro submarino construído no âmbito do Programa.

Em outubro de 2019 foi realizada a união das sessões do submarino Humaitá, o segundo submarino convencional do Programa, sendo lançado ao mar em 2020, após seis anos de construção.

No dia 12 de agosto do mesmo ano, mais um marco importante foi cumprido no âmbito do PROSUB, quando o Submarino “Riachuelo” (S 40) realizou com êxito os testes previstos para o sistema de propulsão na superfície, em prosseguimento ao extenso programa de provas de aceitação no mar.

Além dessas verificações, também foram testados satisfatoriamente o sistema de governo, como lemes horizontais e vertical, e sistemas de navegação, cujos resultados habilitarão o prosseguimento das referidas provas com elevado grau de segurança da plataforma.

Durante essa fase, os exercícios preconizados foram integralmente cumpridos, tendo o “Riachuelo” percorrido 8 milhas náuticas na superfície, em área marítima situada no interior da Baía de Sepetiba.

Já em 11 de dezembro de 2020, durante cerimônia do “Dia do Marinheiro”, ocorreu a integração das seções do Submarino “Tonelero”; e a preparação, para a entrega ao setor operativo da Marinha, do Submarino “Riachuelo”, o primeiro do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB).

Com os olhos voltados para o futuro, de acordo com a própria Marinha, o PROSUB requer perseverança, continuado esforço e investimentos para alcançar os próximos marcos contratuais previstos, como o lançamento do “Tonelero” (S-42) no final de 2022 que está em 78% de estágio construtivo, com início das provas de mar no início de 2023 e provável comissionamento em fevereiro de 2024.

Já o último convencional, o “Angostura” (S-43), será lançado no final de 2023, com início das provas de mar em 2024, e comissionado em 2025. Acredita-se que o Angostura esteja em 52% de estágio construtivo.

No cronograma da Marinha do Brasil, o objetivo maior é a construção do “Álvaro Alberto” (SN-BR), o primeiro submarino convencional brasileiro com propulsão nuclear, previsto para ser lançado em 2029.

O protótipo da planta nuclear do reator do futuro submarino nuclear brasileiro é o Laboratório de Geração Nucleoelétrica (LABGENE), local dos sistemas de propulsão que serão instalados no SNBR Alvaro Alberto, através do equipamento se obtém a simulação de operabilidade do reator e dos diversos sistemas eletromecânicos.

Além do fomento à expansão tecnológica e industrial do País, é importante mencionar outros benefícios atuais decorrentes do PROSUB, tais como: a formação e a qualificação de mão de obra; os programas de inclusão social; e, especialmente, a geração de empregos que ultrapassa 30 mil diretos e indiretos.

O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) está a todo vapor, mesmo diante das dificuldades econômicas e sociais que a nação enfrenta solapada em diversos graus pela crise de saúde global imposta pelo microrganismo vermelho chinês e por lobos políticos vermelhos e marrons entrincheirados no Congresso que dificulta incansavelmente o progresso do País na busca do interesse próprio e do Poder.

Com informações complementares Marinha do Brasil, Felipe Moretti

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Felipe Moretti
Felipe Moretti
Jornalista com foco em geopolítica e defesa sob registro 0093799/SP na Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia. Especialista em análises via media-streaming há mais de 6 anos, no qual é fundador e administrador do canal e site analítico Área Militar. Possui capacidade técnica para a colaboração e análises em assuntos que envolvam os meios de preservação e manutenção da vida humana, em cenários de paz ou conflito.
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