Força Aérea Brasileira – FAB realiza Evacuação Aeromédica de criança em Terra Indígena Yanomami

A Força Aérea Brasileira (FAB), em mais um esforço coordenado pelo Comando Operacional Conjunto Catrimani, em Boa Vista (RR), realizou, nessa terça-feira (20/02), uma Evacuação Aeromédica (EVAM), na região de Surucucu, dentro da Terra Indígena Yanomami (TIY).

De prontidão, as Forças Armadas acionaram o helicóptero H-60L Black Hawk da FAB, do Sétimo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (7º/8º GAV) – Esquadrão Harpia para transportar uma criança de cinco anos, vítima de afogamento. O menino, pertencente à Aldeia Macabéa, recebeu os primeiros socorros de uma equipe médica do Distrito Sanitário Especial Indígena Leste (DSEI-Leste), que atua no Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), instalado em Parima, região localizada a aproximadamente 15 minutos de Surucucu.

“A criança foi resgatada pela comunidade e socorrida pela equipe médica do DSEI-Leste que estava em missão. Após ser estabilizada, foi levada a Surucucu, para aguardar pela EVAM e ser transportada para o Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA), em Boa Vista. Na triagem, foi verificada a presença de infecção por Malária Vivax”, destacou a Médica do DSEI-Leste, Carla Rodrigues.

Em Surucucu, a criança, acompanhada por sua mãe e pela Médica do DSEI-Leste, foi embarcada em segurança no helicóptero da FAB, com destino à Base Aérea de Boa Vista (BABV). Durante o voo, a vítima permaneceu estabilizada pela Médica e com o auxílio dos Homens-SAR da tripulação, os Sargentos Giovani de Medeiros Cavalcante e Luiz Silva dos Santos, especialistas em resgate, que ajudaram na redução da febre e fornecimento de oxigênio.

Ao pousarem na BABV, por volta das 22h30 (horário local), a criança foi levada por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) até o HCSA, em Boa Vista, para receber a assistência especializada.

Na missão, o Esquadrão Harpia utilizou a tecnologia de NVG (Night Vision Goggles), equipamento que amplia em até 50 mil vezes a luminosidade natural do ambiente noturno, inclusive em condições de baixíssima luminosidade. É importante ressaltar que, sem o uso dessa tecnologia, a EVAM não seria possível pelo fato do aeródromo de Surucucu não ser homologado para voo noturno ou por instrumentos, além de não possuir iluminação suficiente.

“No caso de Evacuação Aeromédica, essa aeronave permitiu que transportássemos a criança em segurança, especialmente pelo uso dos NVGs. É sempre um prazer poder participar desse tipo de operação e poder fazer a diferença na vida de quem precisa. Treinamos e nos mantemos sempre de prontidão onde o Brasil precisar”, ressaltou a Comandante da Aeronave empregada na missão, Tenente Aviadora Mariana de Bustamante Fontes.

O Comando Operacional Conjunto Catrimani adotou todas as medidas cabíveis para o pronto atendimento da emergência médica, prosseguindo em mais um esforço interagências relativo à atuação nas ações humanitárias dentro da TIY, reiterando o compromisso das Forças Armadas com a saúde e o bem-estar de todos os brasileiros.

Operação Catrimani

Desde o dia 17 de janeiro de 2024, militares da Marinha do Brasil (MB), do Exército Brasileiro (EB) e da Força Aérea Brasileira (FAB) atuam na Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima, conforme a Portaria GM-MD nº 263, de 16 de janeiro de 2024, cuja finalidade é regulamentar o emprego temporário e episódico das Forças Armadas em atividades de apoio logístico às ações de distribuição de cestas de alimentos na TIY.

Fotos: Tenentes Mariana e Marins/ 7º/8º GAV e Tenente Myrea Calazans / CECOMSAER

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