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Generais da OTAN continuam a desencorajar aventura na Ucrânia

Apesar do alto grau de operacionalidade dos países membros da OTAN, alguns países já admitem extra-oficialmente que não estão preparados para uma guerra convencional no teatro da Ucrânia e além, ainda mais se essa eventual guerra envolver os aliados da Rússia, que certamente contarão com apoio indireto da China e outros inimigos do Oriente Médio como  Irã e outros…

De falta de pessoal, material obsoleto ou insuficiênte, e, até mesmo rixas regionais e com vizinhos (como é o caso da Grécia e Turquia, Espanha e Marrocos, Itália e Líbia, e, países da ex-Iugoslávia), vários fatores são usados como alertas de muitos oficiais generais da ativa e da reserva de diversas nações européias que desejam o anonimato, mas trabalham incessantemente nos bastidores políticos para desencorajar a OTAN em uma aventura contra a Rússia na questão da Ucrânia.

Apesar da OTAN realmente possuir uma prontidão formidável e uma integração fabulosa que vem se aperfeiçoando continuamente nas últimas décadas, a economia de muitos países que integram a Aliança estão fragilizadas por crises sucessivas causadas por governos alinhados com causas globalistas e suas ingerências nas finalidades das operações militares da OTAN. Um dos maiores exemplos foi o abandono desordenado do Afeganistão sob o governo Biden e a retirada das tropas da Operação Bharkane no Sahel (liderada pela França), deixando vários países africanos à beira de uma expansão do terrorismo islâmico desenfreado.

Outro fator usado como alerta de situação pelo movimento de generais anônimos é que em uma eventual invasão de Taiwan pela China, os EUA não teriam mais condições de suprir adequadamente a Europa e outros aliados, e também que, a administração do Presidente Biden não possui as competências administrativas e políticas para gerenciar uma crise global em duas ou mais frentes devido aos problemas internos que corróem a administração do partido democrata nos EUA.

Porém uma das mais polêmicas argumentações dos generais anônimos é que o governo de Kiev não consegue mais esconder os escândalos de corrupção na condução da guerra, com incidentes que vão da má administração dos recursos financeiros, desvios de armas e ataques contra seu próprio território para justificar o envio de quantias cada vez maiores de armas e dinheiro, entre outros diversos problemas…

Preocupação com a segurança interna da Europa aumenta com a incessante crise de migrates

Outro fator amplamente defendido pelos militares europeus e que é ainda considerada como teoria de conspiração da extrema direita é a contínua migração afroislâmica que não parou com a crise do Covid, e continua a aumentar mesmo que lentamente.
Essa crise tem colaborado para o aumento da falta de segurança pública em todos os níveis, e também tem criado verdadeiros ghettos de imigrantes que se transformaram em “NoGoZones” em várias capitais européias.

Essa migração desenfreada alimenta as fileiras das centenas de grupos de radicais islâmicos na Europa e isso já é usado como justificativa para um grande receio de uma “mini guerra civil” em alguns países como é o caso da França e Alemanha, que possuem as maiores populações de origem islâmica na Europa.

No caso mais específico do terrorismo islâmico, este que aparentemente mudou suas tàticas na Europa nos últimos anos, esse estaria apenas se reorganizando e aguardando a oportunidade de uma “grande distração” para voltar a atuar e até mesmo se apoderar de nações de interesse da Europa que estão desestabilizadas, como é o caso da Líbia e outros  países da África Ocidental para concluir sua expansão e implementar seus califados que properariam com a venda do petróleo e minerais.

Saiba mais lendo a matéria sobre o estudo da OTAN de uma eventual guerra civil na França feito em 1998:

https://orbisdefense.blogspot.com/2019/11/a-possibilidade-de-guerra-civil-na.html

Quem ganha com a Guerra na Ucrânia?

Um dos poucos a declarar em público, o General Pierre de Villiers: a guerra da Ucrânia não é do interesse dos países europeus

“Esta guerra na Ucrânia não é do interesse dos países europeus, certamente não da França, mas talvez dos americanos”, disse o general Pierre de Villiers.

O General francês que ficou famoso por ser um dos poucos militares de alto escalão a combater o presidente Macron publicamente, afirmou que a Guerra Russo-Ucrânia, que está quase em seu décimo mês, “não é do interesse” dos estados-nação europeus, argumentando que a continuação da guerra é, no entanto, do interesse do atual governo dos Estados Unidos e seus associados.

Ao falar com o canal a cabo francês BFMTV na quarta-feira, 9 de novembro, o general Pierre de Villiers, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Francesas, argumentou que; “em vez de seguir as políticas de alto risco e escalada dos Estados Unidos os países europeus deveria estar trabalhando para desescalar a guerra na Ucrânia”, relata o jornal Le Figaro, com sede em Paris .

Durante a entrevista, o General depois de dizer ao anfitrião que “esta guerra não é nossa”, lamentou o alinhamento sistemático da Europa com os interesses militares dos EUA e expressou esperança de que os líderes europeus possam mudar de rumo e pressionar por uma “solução diplomática de cima”.

“Esta guerra na Ucrânia não é do interesse dos países europeus, certamente não da França, [mas] talvez dos americanos”… “O desafio do meu ponto de vista é parar a escalada. Desde 24 de fevereiro, estamos em uma escalada permanente”, continuou o general, acrescentando: “É hora de encontrar uma solução que não traga desonra aos ucranianos que estão lutando bravamente e que foram atacados”... Declarou o General de Villiers.

Fonte: https://www.lefigaro.fr/international/la-guerre-en-ukraine-n-est-pas-dans-l-interet-des-pays-europeens-estime-le-general-pierre-de-villiers-20221110

Mais tarde na entrevista, o General de Villiers observou que os militares franceses estão lamentavelmente despreparados para se envolver em uma espécie de conflito de alta intensidade com outro estado-nação. Ele argumentou que na última década o governo francês ( para ser mais exato; 4 anos do ex-presidente Frnaçois Hollande e mais 4 de Macron falhou em financiar adequadamente suas forças armadas e não fez esforços para completar a falta de pessoal, que é de aproximadamente .

De acordo com fontes militares anônimas e outros especialistas, as Forças Armadas Francesas precisam imediatamente de pelo menos 40 mil homens a mais no seu serviço ativo. Acima, captura de tela do site de alistamento da Armée de Terre. Imagem ilustrativa. Fonte: Armée de Terre (Exército Francês) https://www.sengager.fr/

“Entre 2008 e 2015, cortamos 20% do pessoal militar”, disse ele. “Foi um erro em termos do que sabemos hoje. Há 20 anos falamos em aumentar nossas capacidades de força de reserva. Temos 40.000 reservistas mas esse contingente é insuficiente.”

“Quando há a pandemia, alocamos centenas de bilhões para alívio, dezenas de bilhões de inflação. Quando você constrói um modelo de exército para proteger os franceses, você tem que determinar a ameaça, então determinar este modelo em física – o equipamento, etc. – então nós determinamos o envelope orçamentário.”

Com informações: The European Conservative, BFMTV, Cnews, Armée de Terre, France Inter, The Washigton Post, NPR Italy e colaboradores, via redação Orbis Defense Europe.

https://www.sengager.fr/

https://www.washingtonpost.com/business/2022/11/13/biden-g20-xi-ukraine-war/

https://www.lefigaro.fr/international/la-guerre-en-ukraine-n-est-pas-dans-l-interet-des-pays-europeens-estime-le-general-pierre-de-villiers-20221110

French General: The Ukraine War Is Not in the Interest of European Countries  

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