Joe Biden pode aprovar a qualquer momento o envio de mercenários e militares técnicos americanos para a Ucrânia

A administração Biden está caminhando para suspender a proibição de empreiteiros militares americanos se deslocarem para a Ucrânia, foi o oque disse quatro autoridades americanas familiarizadas com o assunto para a mídia CNN, para ajudar os militares do país a manter e reparar sistemas de armas fornecidos pelos EUA.

No entanto, tratam-se de mercenários especializados que são referidos discretamente como Empreiteiros por Washington, coomo já aconteceu anos atrás em operações de apoio à segurança de pessoal americano e aliado no Oriente-Médio.

A nova postura de Washington marcaria outra mudança significativa na política do governo Biden em relação à Ucrânia, enquanto os EUA buscam maneiras de dar aos militares ucranianos uma vantagem sobre a Rússia.

Tudo indica que a política ainda está sendo trabalhada por funcionários do governo e ainda não recebeu a aprovação final do presidente Joe Biden. Uma das autoridades que vazou as informações disse que “o presidente está absolutamente firme em não enviar tropas dos EUA para a Ucrânia.”

De com as autoridades ouvidas pela CNN, uma vez aprovada, a mudança provavelmente seria promulgada ainda neste ano, e permitiria ao Pentágono fornecer contratos a empresas americanas para trabalhar dentro da Ucrânia pela primeira vez desde a invasão russa em 2022. As autoridades disseram esperar que isso acelere a manutenção e reparos de sistemas de armas usados ??pelos militares ucranianos.

Nos últimos dois anos, Biden insistiu que todos os americanos, e especialmente as tropas norte-americanas, ficassem longe das linhas de frente ucranianas. A Casa Branca está determinada a limitar tanto o perigo para os americanos como a percepção, especialmente por parte da Rússia, de que os militares dos EUA estão envolvidos em combate naquele país.

O Departamento de Estado alertou explicitamente os americanos contra viagens à Ucrânia desde 2022, mas isso marcaria uma ruptura da política de Biden de não envolvimento direto, apesar de já ter transferido milhões de armamentos e bilhões de dólares.

Essa possível nova política de Biden em enviar mercenários e militares especializados visa diminuir o tempo e a logística das manutenções dos equipamentos americanos danificados na guerra.

Como está sendo feito os consertos dos equipamentos?

Como resultado da guerra, o equipamento militar fornecido pelos EUA que sofreu danos significativos em combate está sendo transportado para fora do país, para a Polônia, Romênia ou outros países da OTAN, a fim de ser reparado, um processo que leva muito tempo.

Hoje, as tropas americanas oferecem disponibilidade de atuação na guerrapara manutenção e logística mais rotineiras através de chat de vídeo ou telefone seguro à distância, um acordo que tem limitações inerentes, uma vez que as tropas e prestadores de serviços dos EUA não são capazes de trabalhar diretamente nos sistemas, inclusive não conseguem atuar em equipamentos com componentes secretos.

Funcionários ligados a Biden começaram a reconsiderar seriamente essas restrições ao longo dos últimos meses, à medida que a Rússia continuava a obter ganhos no campo de batalha e o financiamento dos EUA à Ucrânia estagnava no Congresso.

Permitir que os ditos “empreiteiros americanos” experientes, financiados pelo governo dos EUA, mantenham uma presença na Ucrânia significa que eles serão capazes de ajudar a consertar equipamentos danificados e de alto valor com muito mais rapidez.

Existem diversos tipos de mercenários, àqueles contratados para guerra, combate, segurança e especialista em manutenção e logística, evitando o envolvimento direto de tropas regulares americanas em locais críticos, muitas vezes operando sem bandeira ou identificação.

Um sistema avançado que as autoridades dizem que provavelmente exigirá manutenção regular é o caça F-16, que a Ucrânia deverá receber ainda este ano. Neste caso, o empreiteiro será ainda mais quesitado a nível técnico. As empresas que concorressem aos contratos seriam obrigadas a desenvolver planos robustos de mitigação de riscos para mitigar as ameaças aos seus funcionários.

As discussões seguem-se a uma série de decisões que os EUA tomaram nos últimos meses para tentar ajudar a Ucrânia a derrotar os russos. No final de maio, Biden deu à Ucrânia permissão para atacar alvos dentro da Rússia, perto da fronteira com a cidade ucraniana de Kharkiv, com armas dos EUA, um pedido que os EUA tinham repetidamente negado no passado.

Observando que a Rússia nada fez, não retaliou como havia prometido, agora os EUA querem enviar tropas terceirizidas. Na semana passada, essa política pareceu se expandir mais uma vez, quando o Conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, disse que a Ucrânia poderia contra-atacar em qualquer lugar ao longo da fronteira entre a Ucrânia e a Rússia, utilizando armas dos EUA.

Funcionários atuais e antigos familiarizados com as discussões sobre o envio de empreiteiros para a Ucrânia enfatizaram que a mudança política não resultará no tipo de presença esmagadora de mercernários americanos que existia no Iraque e no Afeganistão. Em vez disso, provavelmente resultaria em algo entre algumas dezenas e algumas centenas de empreiteiros trabalhando na Ucrânia ao mesmo tempo.

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