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Líder supremo Aiatolá Ali Khamenei disse que ‘decisões erradas’ prejudicaram a economia do Irã

A má situação econômica do país persa não se deve apenas às sanções internacionais, mas também à má gestão do governo

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, disse no domingo que a má situação econômica do país persa não se deve apenas às sanções internacionais, mas também à má gestão do governo.

“Decisões e deficiências erradas” foram parte do motivo dos dados econômicos “insatisfatórios” da república islâmica, disse ele sobre a década de março de 2011 ao ano passado.

Indicadores como “crescimento do PIB, formação de capital, inflação, habitação e crescimento da liquidez não foram satisfatórios”, disse Khamenei.

“A principal causa desses problemas não são apenas sanções, mas também decisões erradas e deficiências”, disse ele em uma reunião com autoridades econômicas.

“Se as autoridades tivessem cooperado mais com os produtores nesses 10 anos, os danos teriam sido menores e os sucessos seriam maiores”, acrescentou em um ataque implícito aos governos do ex-presidente Hassan Rouhani de 2013 a 2021.

O Irã, que no ano passado elegeu o presidente Ebrahim Raisi, foi atingido por severas sanções econômicas impostas em 2018 pelos Estados Unidos e viu sua taxa de inflação subir para perto de 60%.

Khamenei criticou os altos preços e a baixa qualidade de alguns produtos caseiros, principalmente carros.

Ele também acusou que “apesar do apoio do governo”, o preço de alguns eletrodomésticos produzidos no país havia dobrado.

O Irã testemunhou uma série de manifestações de protesto nas últimas semanas por funcionários públicos, inclusive do judiciário, contra condições econômicas difíceis.

Em relação às empresas que operam apesar das sanções, Khamenei disse que “temos exemplos de sucesso e negócios que não esperaram o levantamento das sanções”.

O Irã está negociando em Viena – diretamente com Grã-Bretanha, China, França, Alemanha e Rússia, e indiretamente com os Estados Unidos – para reviver seu esfarrapado acordo nuclear de 2015.

O acordo histórico ofereceu alívio às sanções de Teerã em troca de restrições em seu programa nuclear.

Mas os EUA se retiraram unilateralmente em 2018 sob o então presidente Donald Trump e reimpuseram sanções econômicas mordazes ao país, após a Administração americana constatar irregularidades e não cumprimento do acordo por parte dos aiatolás.

Esta é a primeira vez que Khamenei discorre sobre um assunto pertinente direcionando o fracasso da nação às custas de seu governo, porém nunca direcionou à própria liderança religiosa que mais serve como conselheira sombria nos momentos de maiores tensões, principalmente em 2018.

A liderança de Ali Khamenei surgiu em 1981 quando se tornou presidente da nação até 1989, uma figura religiosa importante e é considerado o aiatolá honorífico.

Sua subida ao cargo importante de presidente aconteceu num momento de grande transição no pós Revolução persa de 1979, com claros objetivos, de longo prazo, a independência econômica, o pleno emprego e um padrão de vida confortável para os cidadãos, porém, ainda em seu governo, Khamenei não observou o crescimento populacional que quase dobrou, e no final de seu mandato o Irã era um grande importador de alimentos, e as dificuldades econômicas no campo levaram um grande número de pessoas a migrar para as cidades.

As fortes políticas antimercado da década de 1980, quando o governo racionou bens e assumiu bancos e grandes indústrias, foram mais o resultado das circunstâncias do que da ideologia, a guerra de oito anos com o Iraque e a fuga da classe alta da era do Xá Pahlavi.

Após seu governo como presidente, o governo do presidente Ali Akbar Hashemi, de 89 a 97, implementou o ajuste estrutural persa, assim, na passagem das administrações populistas do presidente Mahmoud Ahmadinejad para a administração neoliberal do desafeto político de Khamenei, Hassan Rouhani, não representou uma ruptura com a ideologia econômica da República Islâmica, ou seja, os modus operandi de mercado continuaram e fracassaram.

A forte dependência da economia iraniana das exportações de petróleo arruinou a pouca esperança da nação em se tornar uma grande potência na região como nos velhos tempos antes da década de 70.

A economia cresceu rapidamente tanto sob o xá Pahlavi quanto na República Islâmica, quando as receitas do petróleo eram altas, e fracassou após 2011, quando as sanções reduziram essas receitas, um quadro significante da falta de reestrutura econômica dos governos executivos e do líder religioso Khamenei.

Com informações complementares de correspondentes direto da VOA News em Teerã, Felipe Moretti

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Felipe Moretti
Analista militar com foco em mídia de streaming, com experiência superior a 4 anos em plataformas como o YouTube e Revistas Eletrônicas, no qual é fundador e administrador do canal Área Militar. Possui capacidade técnica para a colaboração e análises em assuntos que envolvam os meios de preservação e manutenção da vida humana, em cenários de paz ou conflito.
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