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Nos últimos anos a Índia aumentou a compra de armas americanas para conter a China

As compras de armas da Índia nos Estados Unidos saltaram em milhões de dólares com objetivo de emparelhar sua Forças Armadas contra a Grande China.

Os EUA são um dos maiores exportadores de armamentos de aniquilação, àqueles altamente necessários na guerra. Nos registros de 2020, os americanos venderam mais de 6.200 aeronaves de combate, 1.600 mísseis de vários tipos, curto, médico ou uso portátil, veículos blindados táticos e de pessoal, sensores e outras engenharias associadas a sistemas de defesa aérea, naval e terrestre.

As compras de armas da Índia nos Estados Unidos saltaram de escassos US$ 6,2 milhões para colossais US$ 3,4 bilhões durante o governo de Donald Trump, segundo dados oficiais, com base em um programa de vendas de armas militares a estrangeiros do Departamento de Defesa, como forma de manter a proteção de seus aliados em áreas altamente estratégicas como no caso da Índia.

As relações entre as duas grandes potências China e Índia nunca foram boas, principalmente em suas fronteiras ao norte do País, o que implica na grande importação de armas.

A situação tem piorado nos últimos anos, ambas vêm se enfrentando ao longo de sua fronteira disputada na região do Himalaia.

A causa raiz do conflito é uma fronteira disputada de 3.440 km mal definida, com rios, lagos e cumes de neve ao longo da fronteira significam que a linha pode mudar, colocando os soldados cara a cara em muitos pontos, provocando um confronto.

As duas nações também estão competindo para construir infraestrutura ao longo da região, que também é conhecida como Linha de Controle Real.

A construção da Índia de uma nova estrada para uma base aérea de alta altitude é vista como um dos principais gatilhos para um confronto com as tropas chinesas em junho de 2020 que deixou pelo menos 20 soldados indianos mortos.

Apesar de várias negociações em nível militar, as tensões continuam. O ano de 2020 foi particularmente violento. O confronto de junho no Vale de Galwan – travado com paus e porretes, não com armas – foi o primeiro confronto fatal entre os dois lados desde 1975. A Índia reconheceu suas mortes.

A China não comentou os relatos de que também sofreu baixas.

Por causa das incidências terríveis, não foi estranho surgir um salto na venda de armas americanas para a Índia em um momento em que a venda de armas dos EUA para outros países havia caído para US$ 50,8 bilhões no ano de 2020, contra os US$ 55,7 bilhões em exportação no ano 2019, segundo dados da Defense Security Cooperation Agency (DSCA).

Ainda de acordo com as estatísticas divulgadas pela Agência, os principais compradores de armas americanas em 2020 foram a Índia (US$ 3,4 bilhões acima dos US$ 6,2 milhões do ano fiscal de 2019), Marrocos (US$ 4,5 bilhões acima dos US$ 12,4 milhões), Polônia (US$ 4,7 bilhões). de US$ 673 milhões), Cingapura (US$ 1,3 bilhão acima de US$ 137 milhões), Taiwan (US$ 11,8 bilhões acima de US$ 876 milhões) e Emirados Árabes Unidos (US$ 3,6 bilhões acima de US$ 1,1 bilhão).

Já no ano fiscal 2021, as vendas de equipamentos militares para governos estrangeiros caíram 21%, dados do Departamento de Estado Americano divulgado na véspera do natal, em 22 de dezembro do ano passado, à medida que o governo Biden se afasta de algumas das práticas de mercado e proteção de venda de armas do ex-presidente Donald Trump.

O Departamento de Estado dos EUA divulgou números de vendas militares para o ano fiscal de 2021, que terminou em 30 de setembro.

As vendas incluíram US$ 3,5 bilhões em helicópteros de ataque AH-64E Apache para a Austrália e US$ 3,4 bilhões em helicópteros CH-53K para Israel.

A administração Biden deixou de vender armas ofensivas para a Arábia Saudita, devido a baixas civis no Iêmen e pretende anunciar uma nova política de exportação de armas que enfatiza os direitos humanos ao avaliar uma venda de armas, mas neste exato momento, a transferência de armamentos à Ucrânia, caminha contramão com as retóricas do politicamente correto.

De acordo com a edição de 2020 do Historical Sales Book, a Índia comprou armas no valor de US$ 754,4 milhões em 2017 e US$ 282 milhões em 2018. Entre 1950 e 2020, a venda de armas dos EUA para a Índia na categoria do Programa de Vendas Militares Estrangeiras (FMS) foi de US$ 12,8 bilhões.

A China já se sente pressionada e preocupada com o histórico de venda, isso porque o Paquistão também recebe benefícios de vendas dos EUA, lembrando que a nação recebeu mais de US$ 20 bilhões em auxílio livre durante os governos de Bush e Obama para segurar a nação contra insurgentes do Afeganistão, mas fomentou consideravelmente o grande escalão terrorista, um dos motivos do congelamento de qualquer assistência militar e de segurança a Islamabad por parte do governo Trump.

Em 2020, a venda de armas dos EUA para o Paquistão foi de US$ 146 milhões, em 2018 foi de US$ 65 milhões e em 2017 foi de US$ 22 milhões. Em 2019, não houve venda de armas militares dos EUA para o Paquistão.

De fato, os EUA reembolsaram US$ 10,8 milhões à nação, levados para a compra de armas.

Entre 1950 e 2020, o Paquistão comprou armas no valor de US$ 10 bilhões dos EUA sob o FMS. No entanto, o fornecimento total de armas militares americanas para o Paquistão é muito maior, já que uma grande parte das armas saiu dos Estados Unidos como assistência militar e de segurança.

O ano fiscal de 2020 registrou um total de US$ 175,8 bilhões em exportações de armas autorizadas pelo governo dos EUA. Isso representa um aumento geral de 2,8% desde o ano fiscal de 2019.

O valor geral dos casos de Vendas Estrangeiras de governo a governo autorizado pelo Departamento de Estado e implementado pela Agência de Cooperação em Segurança da Defesa diminuiu 8,3%, de US$ 55,39 bilhões no ano fiscal de 2019 para US$ 50,78 bilhões no ano fiscal de 2020.

O valor em dólares das vendas potenciais de FMS, formalmente notificados ao Congresso, também aumentou mais de 50%, de US$ 58,33 bilhões para US$ 87,64 bilhões. Isso foi impulsionado pela potencial venda em julho de 2020 de US$ 23,11 bilhões para 63 caças furtivos F-35 ao Japão, que foi a segunda maior autorização de Vendas Estrangeiras já autorizada pelo Departamento de Estado.

As Vendas Comerciais Diretas (DCS), que são as licenças de exportação comercial autorizadas pelo Departamento de Estado, totalizaram US$ 124,3 bilhões no ano fiscal de 2020, acima dos US$ 114,7 bilhões no ano fiscal de 2019, disse ele.

Isso representou um aumento de 8,4%. Esse valor total abrange autorizações de hardware, serviços de defesa e dados técnicos.

O número total de licenças emitidas diminuiu 20%, de 36.111 no ano fiscal de 2019 para 28.800 no ano fiscal de 2020. O grande gasto incluiu uma venda de US$ 8,39 bilhões para a Austrália, Canadá, Dinamarca, Itália, Japão e Reino Unido para componentes do F-35.

Isso também incluiu uma venda de US$ 3,2 bilhões para a Austrália para peças de aeronaves P-8 e uma venda de US$ 2,48 bilhões para o Reino Unido e Austrália para aeronaves de controle e alerta antecipado E-7.

Apesar da Índia não ser a maior compradora de armas americanas, é uma nação estratégica e importante que faz parte de uma região instável no sul da Ásia que estabelece segurança contra a China na Baía de Bengala e no Mar Arábico, limitando a expansão chinesa pela sua nova Rota da Seda marítima que busca engolir tudo e a todos com acordos econômicos e dissuasão militar, bem como reserva aos indianos força suficiente para conter tensões no Norte do país, especialmente no Himalaia.

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