HomeOriente-médioO Iraque Tem Condições De Comprar Os Sistemas S-400?

O Iraque Tem Condições De Comprar Os Sistemas S-400?

Além da presença russa cada vez maior no Iraque e nas regiões adjacentes do Oriente-médio, a Rússia precisa brigar pelo seu espaço e fomentar seu mercado bélico com a venda de tecnologias antiaéreas, como ao S-400, e aeronaves de diferentes tipos, incluindo furtivas, Su-57 e remotamente controladas, como Drones kamikazes, porém, o relacionamento entre iraquianos e nações potências do golfo pérsico, como Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, pode minguar ou retardar futuros acertos na cooperação militar.

Os americanos vêm preparando terreno para solaparem qualquer mercado externo que não seja o deles ou de aliados, a retirada das tropas mais acentuadas no Afeganistão mostra a necessidade cada vez maior em tarefas de treinamento e assessoria das Forças de Defesa das nações locais, e o Iraque sabe disso.

A economia do Iraque sofreu com a desvalorização de sua moeda desde o início do ano, e a compra de novos sistemas de defesa estaria muito além das possibilidades do Ministério da Defesa, e governo iraquiano salientou que essas questões são exageros, a nação tem competência de compra.

O Iraque pode caminhar no processo de troca de recursos energéticos por equipamentos de defesa. É possível que o Ministério da Defesa busque contornar os problemas econômicos da nação ao trocar petróleo bruto ou gás por equipamentos, como parte de um contrato de compra antecipada.

No entanto, o Iraque tem lutado para finalizar um acordo semelhante com a China, e a Rússia tem pouca necessidade de petróleo ou gás iraquiano, inclusive precisa expandir suas forças navais para proteger as instalações de petróleo no Golfo Pérsico.

Em meio ao emaranhado cenário de possibilidades e reajustes, há todas as chances de os EUA continuarem a fornecer um guarda-chuva de segurança para os terminais marítimos de petróleo até que o Iraque tenha capacidade para fazê-lo, aliviando os custos no setor. A maior parte do restante da infraestrutura de petróleo do Iraque está nas províncias do sul, onde a segurança é razoavelmente boa.

Segundo o analista da Gulf State Analytics, Alexander Jalil, as armas russas geralmente são mais baratas do que as americanas, e comportam-se eficientemente. O governo iraquiano estará sob muita pressão para usar os fundos existentes para melhorar o padrão de vida de seus cidadãos. Outro negócio de armas, portanto, não é aconselhável.

Ocorre que, ao comprar um dispositivo de lançamento S-400, nada pode ser feito, é preciso um conjunto de sistemas que constituiu uma bateria antiaérea composta por pelo menos 4 a 5 dispositivos, um recurso que no final sai caro, apesar dos produtos russos serem mais acessíveis.

Apesar de Jalil questionar como fútil e desnecessária a compra de novos equipamentos de defesa russa, vale lembrar que os grupos paramilitares terroristas estão ainda ativos e operantes, qualquer sinal de enfraquecimento das defesas sentinelas terá enorme impacto no futuro, e equipamentos robustos e modernos como S-400 e aeronaves de superioridade aérea como Su-35, mais condizente com a realidade, ou Su-57, trazem conforto e segurança aos cidadãos.

Em janeiro de 2020, a mídia russa relatou que legisladores iraquianos estavam pressionando para comprar o S-400. E em agosto daquele ano, o inspetor militar do Ministério da Defesa iraquiano, Imad Al-Zuhairi, disse que o governo estava interessado em adquirir caças Su-57.

Há uma possibilidade real de que esses negócios sejam concretizados, principalmente porque há vontade política do governo iraquiano – principalmente de indivíduos afiliados ao Irã – de diversificar as importações de armas de empresas ocidentais para fabricantes russos e chineses.

A China, que possui a segunda maior indústria de fabricação de armas do mundo, expande progressivamente sua influência e ambições no Oriente Médio, onde já vendeu drones armados para o Iraque, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

A necessidade de reaparelhar as forças de defesa iraquiana é real, mesmo o cenário econômico interno ser pessimista, as transações incluindo moedas de petróleo e gás, ou mesmo royalties destes produtos como compensação ao contrato de compra, entretanto, a Rússia não possui interesse, já que a Sibéria e o extremo norte do Ártico são as vertentes fornecedoras destes recursos energéticos.

Em linhas formais, o Iraque dependeria muito do ACEITE russo nesses termos para a compra dos sistemas S-400, caso contrário a única saída é formalizar novamente novas compras de equipamentos americanos pelo Programa de Vendas Estrangeiras De Equipamentos Militares dos EUA, a única desvantagem é que o Programa Geralmente é um pouco mais caro, mas sua transparência e facilidade de uso para o cliente ainda o torna atraente.

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