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O racha dentro da OTAN após Zelensky acusar a Rússia de atacar a Polônia

Mesmo após EUA e OTAN confirmarem em relatórios de que o míssil que caiu na Polônia foi disparado pela artilharia ucraniana, Zelensky continua contestando.

A explosão que matou duas pessoas em território polonês no vilarejo de Przewodo, a 6,4 Km da fronteira mais próxima com a Ucrânia, foi causada por um míssil de defesa aérea ucraniano S-300, concluíram os líderes da Polônia, autoridades da Otan e dos EUA.

Porém, antes disso, Zelensky, sem provas e evidências, havia acusado os russos pelo ataque, e após as conclusões da OTAN gerou discussões acaloradas sobre o incidente principalmente dentro da Aliança, causando um racha com a Turquia, que havia concordado com as afirmações da Rússia de que não era a responsável pelo incidente.

Muito provavelmente a Rússia entregou relatórios e evidência do míssil ser ucraniano, o que deixou Erdogan satisfeito e com uma pulga atrás da orelha com Zelensky.

A explosão ocorreu no vilarejo de Przewodow, no leste da Polônia, cerca de 6,4 quilômetros a oeste da fronteira ucraniana na tarde de 15 de novembro. Sabe-se que os mísseis S-300 são utilizados tanto pela Rússia quanto pela Ucrânia, e seria muita infantilidade a Kiev tentar um ataque de falsa bandeira e empurrar uma Terceira Guerra Mundial entre Rússia e OTAN. 

Como já discutido aqui no Área Militar, a OTAN ficou presa por causa das declarações de Kiev após a queda do míssil ucraniano no território da Polônia. Esta opinião foi expressa pelo colunista Sumantra Maitra do The American Conservative (TAC).

O autor do material apontou que, depois que a opinião sobre o míssil ucraniano perdido foi expressa, seria errado supor que Kiev e Washington não sabiam disso com antecedência.

Segundo Sumantra, a OTAN caiu numa armadilha e quase iniciou os primeiros confrontos diretos entre grandes potências após a Segunda Grande Guerra.

“Nenhuma grande potência ou império na história caiu em tal armadilha por causa de seu próprio escopo ideológico. A OTAN não fez nada e não fará nada sem a permissão de Washington. Enquanto isso, este episódio oferece uma oportunidade para refletir e reconsiderar alguns dos compromissos da aliança e o risco de uma espiral de escalada. O mundo pode não ter tanta sorte da próxima vez”, disse Sumantra.

Mesmo após a OTAN e EUA deliberarem a autoria do ataque sendo ucraniano, muito provavelmente um acidente durante interceptação aos ataques aéreos russos, o presidente Volodymyr Zelensky não gostou e contrariou os relatórios, disse que “não tem dúvidas” de que não foi o míssil deles.

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, deixou claro o incidente causado por um míssil de defesa aérea ucraniano, acrescentando que não há indicação de que tenha sido o resultado de um ataque deliberado, nem sinais de que a Rússia planejava atacar os países da OTAN.

No entanto, o tipo de retórica que Zelensky está “começando a esgotar a paciência de alguns diplomatas ocidentais”, informou a própria mídia ocidental BBC. A mudança de tom também é evidente em uma reportagem da CNN que acusou Zelensky de parecer ter a intenção de “capitalizar o episódio”.

“Eles temem que a linguagem e as demandas de Kiev às vezes arrisquem o chamado “cansaço ucraniano” entre os aliados”.

Os especialistas notaram um forte contraste no tom que os EUA e os principais países europeus estão mantendo em relação à Rússia em comparação com o passado, já que agora tomaram a iniciativa de dissipar os rumores sobre Moscou, em vez de culpá-la por desconsiderar os fatos.

O Ocidente liderado pelos EUA não quer aumentar ainda mais o fogo a ponto de ter que realmente se envolver militarmente com a Rússia. Eles não querem se envolver mais profundamente no conflito.

Este contexto não impedirá os americanos de continuar a ajuda militar, pelo contrário, o objetivo é cerca a Rússia na Ucrânia.

O Departamento de Defesa Americano anunciou na quarta-feira, 24 de novembro, a autorização de uma retirada presidencial de assistência de segurança avaliada em até US$ 400 milhões para atender às necessidades críticas de segurança e defesa da Ucrânia.

Esta autorização é a vigésima sexta retirada de equipamentos dos estoques do Departamento para a Ucrânia desde agosto de 2021.

De acordo com o Pentágono , o novo pacote de ajuda militar prevê a alocação de munição adicional para sistemas NASAMS ucranianos, 150 metralhadoras de grande calibre com miras de imagens térmicas para combater drones, mísseis adicionais para HIMARS.

Além disso, os EUA transferirão 200 projéteis de artilharia de 155 mm de alta precisão, 10.000 projéteis de morteiro de 120 mm e mísseis anti-radar HARM de alta velocidade.

A Ucrânia também receberá 150 veículos de transporte multifuncionais HMMWV, mais de 100 veículos táticos leves, mais de 20 milhões de cartuchos de munição para armas pequenas, mais de 200 geradores, bem como peças de reposição para obuses de 105 mm e outros equipamentos.

O embaraço causado pelos ucranianos no contexto do míssil na Polônia esgotou a paciência do Ocidente, agora eles se veem sequestrados pelas chamadas decisões politicamente corretas.

Em contraste com as atitudes das principais potências ocidentais, os estados bálticos foram rápidos em apelar à defesa coletiva da OTAN, caindo na armadilha de Kiev.

O Presidente da Lituânia Gitanas Nauseda declarou que “Cada centímetro do território da OTAN deve ser defendido!” e outros disseram que o incidente sugere um apoio militar ainda maior à Ucrânia.

A divisão entre a velha e a nova Europa está sendo ampliada. Os Estados Bálticos e a Europa Oriental têm saltado mais alto em sua postura anti-Rússia. Para eles, não é apenas um gesto de retorno ao Ocidente, uma manifestação de sua lealdade à Europa, mas também uma demanda por uma ideologia unificadora na Aliança.

Em geral, o “acidente” ou ataque de falsa bandeira testou a linha de fundo da Otan, que não terá confronto direto com a Rússia, e isso descartou os riscos de alimentar ainda mais o conflito, graças a gerência cautelosa dos americanos.

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