OTAN – Brasil comissiona segundo submarino diesel-elétrico da classe Scorpene

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PARIS — No dia 12 de janeiro, o segundo dos quatro submarinos Scorpène do programa ProSub foi comissionado pela Marinha do Brasil na Base Naval de Itaguaí, na presença de José Mucio Monteiro, ministro da Defesa do Brasil e Emmanuel Chiva, Delegado Geral da França para Armamentos. O Humaitá foi construído inteiramente no Brasil pela Itaguaí Construções Navais (ICN) graças a uma Transferência de Tecnologia do Grupo Naval.

O Humaitá concluiu com sucesso seus testes de mar e já foi entregue e entrou em serviço na Marinha do Brasil. O primeiro submarino do programa ProSub, o Riachuelo, foi comissionado pela Marinha do Brasil em setembro de 2022. Os dois submarinos restantes da série, Tonelero e Angostura, serão lançados respectivamente em 2024 e 2025.

Pierre Éric Pommellet, CEO do Naval Group disse: “Hoje, com a DGA da França, celebramos o sucesso de nossa cooperação com o ICN e nossa relação e colaboração de longo prazo com o Brasil. O sucesso deste programa é coletivo e visa fortalecer a Marinha e a indústria brasileira, bem como reforçar a influência regional e global do país. Temos orgulho de fazer parte do Programa ProSub com todos os nossos parceiros. Nossas equipes continuam comprometidas em continuar atendendo às expectativas da Marinha brasileira.”

A entrega do Humaitá reflete o sucesso da transferência de tecnologia alcançada pelo Grupo Naval com o ICN, joint venture do grupo com a Novonor, que fornece ao país equipamentos de última geração fabricados no Brasil. Este evento demonstra também a sólida presença internacional do Grupo Naval e a sua capacidade de desenvolver ambiciosas transferências de tecnologia no âmbito de parcerias internacionais.

Grupo Naval, parceiro estratégico de longo prazo da soberania brasileira

Em 2009, no âmbito do acordo franco-brasileiro de cooperação estratégica em defesa, a Marinha do Brasil escolheu o Grupo Naval para seu Programa de desenvolvimento de Submarinos, o programa ProSub. O Brasil decidiu reforçar sua força submarina com quatro novos submarinos convencionais (SSK) e o desenvolvimento de um submarino indígena de propulsão nuclear (SSN).

Os submarinos Scorpène do programa ProSub são fabricados e montados no estaleiro construído em Itaguaí pelo ICN. O Grupo Naval contribuiu para este programa transferindo tecnologia, fornecendo o arquivo de projeto do submarino, os equipamentos que compõem os submarinos e a assistência técnica. Equipes do estaleiro ICN também foram treinadas em técnicas de construção de submarinos na França, como parte de um vasto programa de treinamento para soldadores, formadores, instaladores de tubos e eletricistas brasileiros. Esta formação, juntamente com a assistência técnica, permite ao ICN dominar todo o processo de produção, desde a formação de chapas até ao comissionamento e teste de sistemas integrados.

O Naval Group também selecionou e qualificou muitos fornecedores locais que se juntaram à sua cadeia de fornecimento para o contrato ProSub, mas também para outras oportunidades de negócios. Desta forma, os parceiros da empresa podem ter acesso a novos mercados através da divulgação do know-how e experiência adquiridos através do programa. O Naval Group contribui assim para o desenvolvimento de um robusto ecossistema industrial naval brasileiro. Centenas de funcionários do Naval Group também trabalham no back office em todas as instalações francesas.

O Naval Group também apoia a Marinha do Brasil no projeto e construção do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear e fornecerá suporte além da construção dos submarinos durante todo o ciclo de vida dos navios.

Scorpène, uma referência fundamental em submarinos de ataque convencionais para marinhas

Scorpène é um submarino moderno, de alto desempenho e furtivo. Robusto e duradouro, é um submarino oceânico também projetado para operações em águas rasas. Polivalente, cumpre todo o escopo de missões como Guerra Anti-Superfície e Anti-Submarino, operações especiais e coleta de inteligência. Extremamente furtivo e rápido, possui um nível de automação operacional que permite um número limitado de tripulantes, o que reduz significativamente seus custos operacionais. Sua vantagem de combate é destacada pelo fato de possuir 6 tubos de lançamento de armas, 18 armas (torpedos, mísseis).

O Scorpène está equipado com sistema de combate de última geração, SUBTICS, que aborda os desafios crescentes das missões de submarinos modernos em águas azuis e rasas em todo o domínio da guerra submarina. Altamente modular e escalável, o SUBTICS pode ser integrado em novas plataformas ou como parte de programas de modernização de submarinos existentes.

Além destes quatro submarinos Scorpene, outras dez unidades projetadas e adaptadas pelo Naval Group para o mercado de exportação estão em serviço operacional ou em construção em todo o mundo: duas para a Marinha do Chile, duas para a Marinha da Malásia e seis para a Marinha da Índia. Esses sucessos demonstram a capacidade do Naval Group de fornecer os melhores submarinos da categoria e de transferir tecnologia com sucesso.

A configuração final do submarino é adaptada para atender às necessidades específicas das marinhas e incorporar novas tecnologias. Por exemplo, o Scorpene brasileiro será um pouco mais longo que o modelo convencional para transportar uma tripulação maior e mais alimentos e combustível. Essas modificações permitirão patrulhar por mais tempo e cobrir distâncias maiores.

Todos os submarinos brasileiros Scorpène+ serão equipados com o torpedo pesado F21 de nova geração do Naval Group, do qual o Brasil é o primeiro cliente internacional.

-termina-

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