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OTAN realiza exercício de resposta nuclear tática “Steadfast Noon 21”

Nesses últimos 15 dias uma movimentação anormal de caças sobrevoando o espaço aéreo do sul da Europa causou curiosidade aos observadores leigos, e, aos mais especializados que acompanham as movimentações da aviação militar por aplicativos de monitoramento de tráfego aéreo, radioescuta ou apenas observando (spotters) os pousos e decolagens nas proximidades das bases militares na Itália, França, Grécia, Alemanha e Espanha. A explicação é o pouco conhecido exercício “Steadfast Noon”.

A OTAN deu início ao seu exercício anual de dissuasão nuclear tática na segunda-feira, dia 18 de outubro de 2021, com dezenas de aeronaves de toda a Aliança praticando a defesa dos Aliados europeus da OTAN. O exercício que oficialmente seria de uma semana, denominado “Steadfast Noon”, foi realizado em grande parte no espaço aéreo do sul da Europa, mas não identificou a principal base operacional. Com aeronaves e pessoal de 14 países da OTAN, o Stead Fast Noon teve atividades que se estenderam até o dia 30 de outubro.

Aconteceram por coincidência voos na região de dois bombardeiros estratégicos B1-B Lancer e seus reabastecedores aéreos, que inclusive foram escoltados por aeronaves das Forças Aeroespaciais Russas quando estavam sobre o Mar Negro, voando muito próximo do limite do espaço aéreo russo. Porém nada foi negado ou confirmado se as atividades dessas aeronaves estavam dentro do exercício “Steadfast Noon”, já que esse é exclusivamente de aeronaves táticas.

Caças das Forças Aeroespaciais Russas escoltam bombardeiros da USAF sobre o Mar Negro

O exercício é rotineiro (anual), considerado como atividade de treinamento recorrente, e, não está vinculado a nenhum evento local ou situação geopolítica mundial atual. Foi muito especulado pelos meios de comunicação não especializados e analistas júniores de defesa que, seria algo para fins de disuassão contra a Rússia, ou, para treinar a proteção do encontro do G-20 que acontece nessa semana em Roma.

De acordo com discussões de muitos analistas das comunidades européias de assuntos de defesa, o exercício “Stadfast Noon” é a sequência de outro exercício da OTAN, o “Steadfst Defender”, que foi realizado de maio à julho, e exercita a capacidade de resposta a uma invasão convencional de algum país membro da OTAN frente a uma ameaça do leste europeu, notadamente a Rússia ou algum outro país que agiria sob influência dessa, e, o “Steadfast Noon” seria o exercício de uma resposta nuclear tática caso essa invasão não possa ser contida, ou, se a Rússia faça uso dessas armas primeiro dentro desse cenário hipotético.

Abaixo, vídeos ilustrativos sobre o exercício “Steadfst Defender”:

O exercício não é algo excepcional e na realidade acontece anualmente, e é hospedado por um país diferente da OTAN a cada ano. O “Steadfast Noon” envolve voos de treinamento com caças de capacidade dupla, bem como jatos convencionais, apoiados por aeronaves de vigilância e reabastecimento, ensaiando diversos cenários de incursões e defesa aérea. De acordo com o padrão da OTAN, nos exercícios nenhum armamento convencional ou nuclear real é usado nas manobras.

Saiba mais sobre o exercício “Poker” no link abaixo:

https://orbisdefense.blogspot.com/2020/09/exercicio-de-ataque-nuclear-nos-ceus-da.html

O “Steadfast Noon” reúne aeronaves e pessoal de 14 países da OTAN. As bases utilizadas para o exercício nesse ano são Aviano AB e Ghedi, na Itália, onde onde as bombas nucleares táticas B61 dos EUA estão armazenadas. De acordo com informações abertas da OTAN, estima-se que existem atualmente cerca de 150 bombas B61 implantadas em seis bases em cinco países europeus (Bélgica, Alemanha, Itália, Holanda e Turquia).

Como já aconteceu no passado, o Steadfast Noon deste ano ocorre ao lado de outro exercício, apelidado de “Cross Servicing” ou “X-Servicing”, cujo objetivo é testar a capacidade de cada parceiro de atender aeronaves de outras nações no aeródromo da OTAN operando em seus território.

O X-Servicing ou quaisquer outros exercícios anteriores ou coincidentes com os Steadfast Noons são de alguma forma usados ​​para disfarçar o objetivo principal, considerado a sensibilidade política da missão nuclear em muitos países da OTAN.

A atividade de voo foram realizadas (em dias específicos divulgados por informes AIP e NOTAN aos profissionais da aviação) dentro de um espaço aéreo restrito no centro e nordeste da Itália, e, sobre o Mar Adriático. Este ano, voos de treinamento também ocorreram em partes da Europa Ocidental e no Mar do Norte. A OTAN se esforçou em esclarecer que “as aeronaves envolvidas não carregam bombas ativas” convencionais ou nucleares.

Apesar das especulações sobre possíveis atuações futuras da OTAN na Síria, não foi confirmada nenhuma atividade de operações inerentes ao exercício na base aérea de Incirlik na Turquia, bem como atividades de sobrevoos do território turco ou grego, dois dos países da OTAN que estão em constante atritos por disputas territoriais.
Outro fato curioso foi a não participação de aeronaves e/ou de pessoal da Grécia, já que essa é a nação mais cotada para a eventua transferência da base de Incirlik, caso os problemas geopolíticos com a Europa, com os vizinhos do Oriente Médio e EUA continuem.

De acordo com fontes da comunidade especializada da Grécia, a participação dessa nação se deu apenas com a observação e fornecimento de informações de tráfego aéreo & voo, assim como a disponibilidade de uso das bases e aeroportos em caso de necessidade de pousos de emergências para as aeronaves participantes.

Por serem uma espécie de exercícios consecutivos, tanto o X-Servicing quanto o Steadfast Noon envolvem as mesmas aeronaves nas mesmas bases: as missões são realizadas por aeronaves DCA (Dual Capable Aircraft) com aviões de caça/ataque da Bélgica, Alemanha, Itália, Holanda , Turquia e dos EUA, que são capazes de realizar missões nucleares convencionais carregando a bomba B61, sempre em conjunto com aeronaves não nucleares que apóiam a missão no âmbito do programa SNOWCAT (Apoio a Operações Nucleares com Táticas Aéreas Convencionais) , que é usado para permitir que recursos militares de países não nucleares apoiem a missão de ataque nuclear sem fazer parte formalmente dela.

As aeronaves DCA comissionadas pelas forças aéreas européias com capacidade nuclear são sempre as mesmas, já que são as únicas configuradas para transportar o B61: Força Aérea Alemã e Italiana operando com o Tornado IDS, Forças Aéreas da Bélgica, Holanda e Turquia com F-16, e, a Força Aérea dos EUA (USAF) com aeronaves F-16 e F-15E.

Quanto aos operadores não nucleares e de apoio dos exercícios “Steadfast Noon/X-Servicing” contaram com a participação de cinco JAS 39 Gripens da Força Aérea Tcheca e três F-16s da Força Aérea Polonesa, junto com E-3A AWACS da OTAN e um G550 CAEW (Conformal Airborne Early Warning) da Força Aérea Italiana.

Em particular, os F-16s belgas, turcos e poloneses, junto com os Gripens tchecos e os F-15E dos EUA, são enviados para a Aviano AB, enquanto a Ghedi AB, base da frota italiana de aviões Tornado IDS, hospedou os F-16s holandeses e os Tornados ADV alemães.

Não foi divulgado pela OTAN ou pelas Forças Aéreas participantes quais esquadrões específicos atuaram no exercício. Quando acontecerem as divulgações das imagens oficiais e extra-oficiais poderemos ter uma idéia aproximada da quantidade de aeronaves e esquadrões participantes.

Curiosamente aconteceu no mesmo período do mês de outubro, um exercício exclusivo das Forças Armadas Francesas que tratava da interdição de espaço aéreo, incursão de forças especiais, convencionais e ocupação de território disputado em um cenário que é consderado pelos especialistas do tema como semelhante ao observado atualmente na Sérvia x Bósnia (ex-Iugoslávia) e Ucrânia x Dombass.

O exercício da França denominado “VOLFA 21” oficialmente não tem nenhuma ligação com o “Steadfast Noon”, mas pode ser considerado um “complemento” de ações que podem ser empregadas simultaneamente ou após uma “onda de ataques” que foi exercitada com o “Steadfast Noon”, que aconteceria em algum território contestado por nações que eventualmente possuam armas nucleares e optem por empregar esses meios em um eventual conflito convencional que degenere de alguma forma. Descreveremos o Exercício “VOLFA 21” em matéria a parte dessa em breve devido a dimensão e complexidade desse.

Si vi pacem, parabellum x Discrição sobre o exercício

A OTAN reduziu muito (assim como a Rússia ) o número de armas nucleares não estratégicas na Europa desde a Guerra Fria com a ex-URSS (considerada a 1a Guerra Fria, finalizada em 1991). As armas restantes provavelmente seriam retiradas da Europa se não fosse pela atual “Guerra Fria 2.0” iniciada pelo governo Obama, e, a anexação de territórios contestados da Ucrânia pela Rússia em 2014 (península da Criméia, de população majoritariamente de origem russa), incluíndo a política de dissuasão no Mar do Norte, Báltico e Artico.

E com as alegações de que a Rússia está aumentando seu arsenal nuclear tático, a OTAN desde então reenfatizou a importância das armas nucleares táticas dos EUA em estado de prontidão na Europa.

No meeting da OTAN em junho, os Chefes de Estado e de Governo Aliados declararam que “ o objectivo fundamental da capacidade nuclear da OTAN é preservar a paz, prevenir a coerção e dissuadir a agressão ”. Afirmaram também que “ devido à deterioração do ambiente de segurança na Europa, é essencial uma Aliança nuclear credível e unida. ”Ao mesmo tempo, os líderes Aliados enfatizaram que“ a OTAN tem um longo histórico de fazer a sua parte no desarmamento e na não proliferação. Após o fim da Guerra Fria, a OTAN reduziu drasticamente o número de armas nucleares estacionadas na Europa e sua dependência de armas nucleares na estratégia da OTAN. ” Este exercício ajuda a garantir que a dissuasão nuclear da OTAN permanece efetiva, segura e eficaz.

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, compareceu ao “exercício nuclear anual” da aliança em 16 de outubro na base aérea de Volkel (sul da Holanda), anunciou o exercício em um discreto comunicado à imprensa , levantando uma ponta do véu sobre um segredo aberto. Ele estava acompanhado pelo Comandante Supremo Aliado na Europa (SACEUR), General dos EUA Tod Wolters, e pelo Ministro da Defesa holandês, Ank Bijleveld.

“Este exercício é um teste importante para a dissuasão nuclear da Aliança”, disse ele, no comunicado. “É um exercício rotineiro e defensivo. E não é dirigido contra nenhum país. O objetivo da dissuasão nuclear da OTAN não é provocar um conflito, mas preservar a paz, deter a agressão e prevenir a coerção. Em um mundo cada vez mais incerto, nossas forças nucleares continuar a desempenhar um papel importante na nossa defesa coletiva “, acrescentou Stoltenberg.

Mesmo com esse “Mea Culpa” o exercício acabou tendo muito pouca ou nenhuma cobertura por parte das grandes mídias ou da maioria das mídias especializadas na Europa devido a pouca informação liberada pela OTAN. Curiosamente a página oficial da OTAN não publicou nada sobre a finalização do exercício até o momento da finalização dessa matéria, e as poucas imagens disponíveis das atividade provém de canais de spottters de aviação nas redes sociais e das mídias especializadas da Rússia (!?!).

Especula-se nos meios especializados que o maior receio quanto à discrição da divulgação do exercício é a preocupação em evitar manifestações ao redor das bases militares, organizados por movimentos “anarquistas & ecolo-políticos” (pseudos-pacifistas), que já estão atuando em protestos na Itália contra a cúpula do G-20 e contra a vacinação obrigatória e contra as restrições de um possível 4o confinamento devido à crise sanitária mundial do vírus chinês.

A OTAN se limitou a um curto texto anunciando o exercício com uma descrição muito superficial, como pode ser visto através do link abaixo:
https://www.nato.int/cps/en/natohq/news_187041.htm

No que toca a dissuasão, a França realiza um exercício semelhante, o “Exercise Pôker”, duas vezes ao ano, treinando situações similares dentro do escopo da política de dissuasão da defesa da França. Nesses exercícios da França, pelo menos uma vez durante as manobras pelo menos uma bomba nuclear real é retirada de seu bunker e é instalada em uma aeronave Rafale ou Mirage 2000N, mas a aeronave não efetua voo com a bomba real. No exercício da França aontece pelo menos um disparo de um míssil real, em uma zona aérea restrita e segura desconhecida, mas sempre sem ogiva de quaquer espécie.

Modernização de armas, sistemas e reforço de segurança nas bases “nucleares” da OTAN por toda a Europa

Junto com a retomada de exercícios de ataques nucleares da OTAN, as bases que abrigam armas nucleares no sul da Europa receberam várias atualizações estruturais nos últimos anos. Isso inclui a adição de perímetros de segurança adicionais para fortalecer a proteção das armas nucleares armazenadas nas bases. Duas dessas bases, Aviano no nordeste da Itália e Incirlik no sul da Turquia, foram atualizadas nos últimos cinco anos.

A segunda base nuclear na Itália, Ghedi, que fez parte da hospedagem italiana do exercício Steadfast Noon deste ano, está atualmente passando por várias modernizações importantes relacionadas a estocagem de armas nucleares que se destinam à missão de ataque nuclear da OTAN por anos.

Ghedi Air Base é a casa do 6th Stormo (Ala) Força Aérea Italiana, que é encarregado de empregar bombas US B61 com PA-200 Tornado dos 102 nd e 154 th esquadrões de caça-bombardeiro. Existem cerca de 15 bombas B61 armazenadas em bunkers subterrâneos na base. As bombas são sob a custódia do da 704th USAF uma unidade de segurança e manutenção, incorporado na base junto com um esquadrão de apoio de manutenção de material bélico(MUNSS).

Gràfico via www;fas.org

A Ghedi AB está atualmente passando por atualizações significativas para receber o novo caça-bombardeiro F-35A no próximo ano, instalando perímetros de segurança de cerca dupla e tendo recentemente concluído a modernização do Sistema de Armazenamento e Segurança de Armas (WS3) e sistema de Comunicação e Exibição de Alarme (AC&D) . O contrato para o trabalho WS3 / AC & D, que foi concedido em setembro de 2016, previa atualizações de sustentação para o sistema criptográfico WS3 usado para criptografar dados de alarme WS3 e realizará uma atualização do sistema AC&D substituindo componentes obsoletos e o cabo enterrado. Essas atualizações são claramente visíveis em imagens de satélite, assim como um novo “edifício bancas” em construção na área do 704 ª MUNSS, juntamente com o novo caminhões de transporte e manutenção do sistema (STM) (veja imagens abaixo).

Imagem: Google Earth, Via http://www.fas.org

Os novos perímetros de segurança de cerca dupla em torno de oito abrigos de aeronaves de proteção (lado esquerdo da imagem), bem como a antiga área de alerta nuclear (lado inferior direito) são semelhantes às atualizações de segurança concluídas anteriormente em duas outras bases no sul da Europa: Aviano e Incirlik AB. A área dentro dos perímetros é comumente referida como área da OTAN, uma referência à missão de ataque nuclear da OTAN que eles apóiam. Na década de 1990, a OTAN instalou um total de 11 abóbadas subterrâneas dentro de 11 abrigos de proteção de aeronaves em Ghedi AB. Cada bunker pode armazenar até quatro bombas B61 (normalmente, apenas uma ou duas bombas estão presentes).

Mas há um mistério: os novos perímetros de segurança cercam apenas 10 dos 11 abrigos. Uma possibilidade é que o bunker/hangar restante na 11 ª abrigo é um hangar/bunker de instrução, ou que o número de cofres ativos foi reduzido. Mas uma imagem de satélite de abril de 2018 pode fornecer uma dica. A imagem parece mostrar as marcações do soterramento dos novos cabos AC&D que ligam as abóbadas nos abrigos com as instalações de monitorização e comunicações na base. Ao refazer as marcações dos cabos, surge um padrão: os cabos parecem conectar exatamente 11 abrigos, incluindo sete dentro do novo perímetro de segurança. Além disso, os cabos parecem formar dois laços, possivelmente para que o dano a um cabo em um ponto não corte a comunicação com os cofres do outro lado (veja a imagem abaixo).

Uma imagem de satélite parece mostrar quais abrigos estão conectados ao comando nuclear e sistema de controle na Base Aérea de Ghedi. Imagem: Google Earth, 24 de abril de 2018. Via http://www.fas.org

Há outro ponto interessante no mistério: vários abrigos conectados à aparente grade de cabos AC&D estão localizados fora dos novos perímetros de segurança (lado direito da imagem), e vários abrigos que não parecem estar conectados à grade estão dentro do perímetro (lado esquerdo da imagem ) Uma vez que a capacidade de sobrevivência era uma das justificativas para construir bunkers em vez de uma área central de armazenamento de armas, faria sentido que os bunkers fossem espalhados pela base. Mas os 11 hangares/bunkers foram concluídos em um momento em que havia muito mais bombas nucleares armazenadas em Ghedi AB do que hoje: mais de 40 bombas em 2000 em comparação com cerca de 15 bombas hoje.

Talvez os quatro cofres fora dos perímetros sejam bunkers de reserva que não contêm bombas em circunstâncias normais. Todas as armas restantes seriam armazenadas nos sete bunkers dentro dos perímetros em circunstâncias normais. Com capacidade para armazenar até quatro bombas B61 cada, até mesmo os cinco bunkers dentro do perímetro de segurança principal têm capacidade mais do que suficiente para armazenar as 15 bombas atualmente estimadas em Ghedi AB.

Armas e capacidades/O F-35A com o B61-12 “traz uma capacidade de nível estratégico totalmente nova”

Essas atualizações em Ghedi AB têm como objetivo apoiar a missão de ataque nuclear da OTAN na base por décadas no futuro. O F-35A, que começará a chegar à base provavelmente já em 2022, é significativamente mais capaz do que a aeronave Tornado IDS que será substituìdo.

Além disso, a bomba de gravidade B61-12 é cerca de três vezes mais precisa do que as bombas B61-3 / -4 atualmente armazenadas na base. A maior precisão é alcançada com um novo kit de cauda guiada que permitirá aos planejadores de ataque manter os alvos de risco de forma mais eficaz com o B61-12 do que com as versões atuais do B61. Como o B61s atualmente na base, a B61-12 é pensada para ter quatro configurações de rendimento selecionáveis ​​que variam de menos de 1 quilotonelada a cerca de 50 quilotoneladas. Mas com a precisão aumentada, um planejador de ataque seria capaz de selecionar uma opção de baixo rendimento para o ataque e, portanto, criar menos precipitação radioativa, ou alvos de ataque que atualmente requerem uma bomba estratégica de alto rendimento de um bombardeiro B-2 Spirit.

 

A combinação do F-35A e do B61-12 representa uma melhoria significativa da capacidade militar da postura da aeronave de capacidade dupla da OTAN na Europa. Após o teste de queda final de um F-35A algumas semanas atrás, por exemplo, o chefe da divisão de dissuasão estratégica e integração nuclear do Comando de Combate Aéreo da Força Aérea dos EUA, Tenente-Coronel Daniel Jackson, disse que “Ter um DCA de 5ª Geração aviões de caça com essa capacidade trazem uma capacidade de nível estratégico totalmente nova. ” Ele explicou ainda: “O bombardeiro B-2 era a aeronave stealth com capacidade nuclear proeminente, mas“ Adicionar ‘capacidade nuclear’ a um caça de 5ª geração que já traz várias capacidades de nível convencional para a mesa adiciona implicações de nível estratégico a este jato . ”

  • Com informações NATO/OTAN, Italmilradar, Desk Aeronautico, redes sociais, e, trechos de textos adaptados das matérias de David Cenciotti para o The Aviationist e Hans Kristensen para o Fas.org.


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