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OTAN solicita até a Portugal para preparar meios militares

Espanha já disponibilizou navios e caças à NATO. Portugal está a acelerar a prontidão de meios aéreos e navais – discretamente, por causa das eleições

A OTAN já pediu para as Forças Armadas portuguesas aumentarem o estado de alerta por causa da escalada de tensão na fronteira da Rússia com a Ucrânia. Embora, segundo fontes militares portuguesas que acompanham este processo, não tenha havido um pedido de meios específicos, a Marinha e a Força Aérea estão a acelerar o aprontamento de meios como submarinos, fragatas, caças F-16 e, eventualmente, aviões de transporte C-295.

Depois de o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, ter dito que “temos de nos preparar para o pior”, a Espanha já avançou pelo menos com uma fragata e um navio patrulha para o Mediterrâneo, e está a considerar o envio de caças para a Bulgária, fez saber a Aliança Atlântica no início desta semana.

A Dinamarca, também está a preparar meios: deve ter uma fragata no Mar Báltico e quatro caças F-16 na Lituânia para apoiar a missão de policiamento aéreo de longa data na região — uma missão em que os F-16 portugueses também costumam participar e na qual têm experiência acumulada.

Os Países Baixos estão a prever enviar dois caças F-35 para policiamento aéreo na Bulgária, a partir de abril e a colocar um navio e unidades terrestres em alerta. A França “manifestou a sua disponibilidade para enviar tropas para a Roménia sob o comando da Aliança Atlântica”.

No caso dos militares portugueses, os ramos das Forças Armadas deram ordens para acelerar o aprontamento de meios, mesmo daqueles que estavam em manutenção ou a preparar-se para entrar em manutenção, para a operacionalidade estar garantida tão depressa quanto possível.

O facto de o país estar em processo eleitoral tornou esta questão delicada do ponto de vista político, e tanto Governo como Presidente preferem esperar por soluções mais firmes na frente diplomática e das reuniões na NATO durante a próxima semana.

Depois, no caso de serem mesmo mobilizados os meios, deverá haver um acerto de posições entre o Presidente da República e o Governo que sair das eleições, e eventualmente, a convocação de um Conselho Superior de Defesa Nacional, onde se discutem as missões no estrangeiro. António Costa disse na mesma entrevista à Renascença que já tinha falado com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia sobre o assunto, e explicou que “quaisquer decisões que tomemos terão impacto na elação a Leste”, mas também em África, onde Potugal tem muitos interesses, e nos países onde temos forças, como na RCA ou no Mali.

Esta semana, depois de uma reunião do topo da diplomacia da NATO, Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, disse que, “qualquer agressão contra a Ucrânia, qualquer violação por parte da Rússia da soberania e da integridade territorial da Ucrânia terá uma consequência pesada que motivará uma resposta. No caso da UE, uma resposta muito pesada em termos políticos e económicos. Estamos preparados para essa resposta caso ela seja necessária”. Seriam “sanções pesadas”. Nem o Ministério da Defesa nem o Estado-Maior General das Forças Armadas responderam às questões do jornal Expresso e outras grandes mídias portuguesas.

 

  • Com informações BBC, France 24, France Inter, O Expresso, Portugàlia, via redação Orbis Defense Europe/Genebra.

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