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Papa chora estranhamente ao mencionar a Ucrânia em oração pública no centro de Roma, mas ficou calado diante da ditadura da Nicarágua

Na famosa escadaria do centro de Roma, o Papa Francisco, muito criticado por não comentar as barbáries do ditador Daniel Ortega na Nicarágua contra sacerdotes, "chorou" em público.

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O Papa Francisco “desabou em chorou” nesta quinta-feira, 8 de dezembro, ao mencionar o sofrimento dos ucranianos durante uma oração tradicional no centro de Roma.

A voz do papa começou a tremer ao mencionar os ucranianos e ele teve que parar, sem conseguir falar, por cerca de 30 segundos. Quando ele retomou a oração, sua voz estava trêmula.

Ao que parece, Francisco chorou estranhamente durante sua tradicional oração à Madona aos pés de uma estátua na festa da Imaculada Conceição, um feriado nacional na Itália.

A multidão, incluindo o prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, que estava ao lado do papa, aplaudiu ao perceber que ele não conseguia falar e o viu chorando.

“Virgem Imaculada, hoje eu gostaria de trazer-lhe os agradecimentos do povo ucraniano (pela paz)”, disse ele antes de ser dominado pela emoção e ter que parar. Quando pôde, continuou: “Em vez disso, mais uma vez devo trazer-vos as súplicas das crianças, dos idosos, dos pais e mães, dos jovens daquela terra martirizada, que tanto sofre”.

Desde que a Rússia invadiu seu vizinho em fevereiro, Francisco mencionou a Ucrânia em quase todas as suas aparições públicas e tornou-se cada vez mais crítico em relação a Moscou.

Veja a reação do Papa Francisco:

Na quarta-feira, ele comparou a guerra na Ucrânia a uma operação nazista que matou cerca de dois milhões de pessoas, a maioria judeus, nos primeiros anos da Segunda Guerra Mundial.

Depois de ler a oração na quinta-feira na estátua perto da Escadaria Espanhola, o papa cumprimentou as pessoas na multidão, incluindo jornalistas.

O Caso da Nicarágua que não emocionou Papa Francisco

O Papa Francisco tem sido ativo em questões sociais, políticas e econômicas nos últimos anos. Recentemente, ele visitou o Canadá e pediu desculpas aos indígenas do país norte-americano pelo que chamou de “destruição cultural e assimilação forçada”; ao mesmo tempo, suas críticas ao que ele chama de “globalização capitalista”, algo que ele considera um “ sistema de morte ”, também foram altas.

No entanto, nos últimos meses de abusos na Nicarágua contra membros da Igreja que ele representa pelo regime socialista de Daniel Ortega, seu silêncio foi ensurdecedor.

O regime de extrema-esquerda de Ortega esteve em constante perseguição contra diferentes sacerdotes depois da prisão de monsenhor Rolando Alvarez, da diocese de Matagalpa.

Ortega é amigo íntimo do eleito presidente do Brasil Luis Inácio Lula da Silva, que esteve envolvido em corrupção durante décadas e havia sido condenado de dois colegiados superiores que aumentaram a pena da decisão primária do então juiz Sérgio Moro, entretanto, o Superior Tribunal Federal (STF) anulou todas as condenações e elegeram Lula nas urnas.

A perseguição contra a Igreja Católica na Nicarágua começou a aumentar em 2018, quando bispos, padres e seguidores da Igreja foram atacados por seu papel ativo nos protestos daquele ano, depois que milhares de cidadãos saíram às ruas para protestar contra as péssimas condições econômicas do país centro-americano e a falta de liberdades.

Desde então, o regime ditatorial de Ortega e sua esposa Rosario Murillo declararam formalmente guerra às autoridades da Igreja Católica.

Logo nos primeiros dias de agosto, eles ordenaram o fechamento de sete emissoras de rádio da comunidade religiosa. Depois de Rolando Álvarez, prenderam mais dois colegas padres, totalizando três padres detidos no final de agosto.

O silêncio do Papa não deve passar despercebido pela comunidade internacional, muito menos pelos partidários da Igreja Católica, especialmente considerando que Francisco falou recentemente sobre Cuba, outra nação oprimida por um regime socialista, apenas para indicar que tinha uma “relação humana” com o ditador Raúl Castro.

Membros e simpatizantes da Igreja Católica na Nicarágua levantaram suas vozes contra o Papa Francisco pelo que consideram um silêncio vergonhoso; por um tempo, o chefe do Vaticano critica constantemente políticas econômicas específicas e governantes em função de sua afinidade ideológica, mas se cala sobre a indignação de membros de sua Igreja.

O regime de Ortega na Nicarágua está atropelando os seguidores e sacerdotes católicos.

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