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Pentágono investiga liga metálica da China em novos caças F-35, e Lockheed aguarda desfecho para as entregas

Liga metálica da China dentro dos caças F-35 força o Pentágono abrir investigação e paralisar entregas das novas aeronaves.

A Lockheed Martin tem oito caças F-35 completos e está aguardando novos desfechos das investigações para enviar para os militares dos EUA depois que a descoberta de uma liga chinesa na aeronave levou o Departamento de Defesa Americano a interromper mais entregas.

vice-presidente executivo de aeronáutica da Lockheed Martin, Greg Ulmer, disse que a empresa continuou a construir F-35 mesmo enquanto aguardava uma possível renúncia do Departamento de Defesa para deixar passar a liga metálica, permitindo que as entregas sejam retomadas.

Lockheed Martin Aeronautics Corporation – Fort Worth. Anthony Salvo – Location: 4/1/121A & C

Greg Ulmer disse que levaria cerca de um mês ou dois para construir os F-35 não entregues antes que a empresa ficasse sem espaço para armazenar os caças acabados, acrescentou ainda que a Lockheed não acha que chegará a esse ponto e espera que os oficiais americanos emita a isenção “mais cedo ou mais tarde”.

“Há bastante espaço localmente, então não necessariamente vejo isso como um problema”, disse Ulmer na Conferência Aérea, Espacial e Cibernética da Associação da Força Aérea em National Harbor, em Maryland-EUA.

O Pentágono, em 7 de setembro, anunciou que havia interrompido temporariamente as entregas do F-35 depois que foi descoberto que um ímã, uma parte de um componente-chave fabricado pela Honeywell no motor da aeronave, foi feito com uma liga de cobalto e samário que veio da China.

Isso levantou preocupações de que o ímã possa violar o Regulamento de Aquisição Federal de Defesa, e o Escritório do Programa Conjunto do F-35 ordenou que a Agência de Gerenciamento de Contratos de Defesa parasse de aceitar os F-35s por enquanto até que as investigações sejam concluídas.

Sabemos dos riscos que tais metais de nações consideradas hostis podem significar. Veja o programa nuclear e espacial iraniano, grande parte das atividades fracassadas vieram por operações secretas dos EUA através de empresas laranjas que forneciam materiais e componentes adulterados pela CIA ao Programa persa.

Entretanto, o Escritório do Programa Conjunto do F-35 disse no início deste mês (setembro) que a peça não transmite informações, nem coloca em risco a segurança ou a segurança de voo da aeronave.

O VP da Aeronáutica da Lockheed disse que a empresa está trabalhando com sua rede de subcontratados para descobrir como a liga chinesa entrou em sua cadeia de suprimentos por anos, isso porque, segundo relatórios do Escritório de Responsabilidade do Governo dos EUA (GAO) em 2018, as métricas sobre quantas horas-homem de trabalho são necessárias para fabricar um F-35 giram em torno de 41 mil horas, mais de 4 anos de trabalho 24 horas por dia durante 365 dias no ano.

Há muito tempo, a Lockheed tem um processo pelo qual subcontratados – e até mesmo seus subcontratados – entregam certificados de conformidade verificando as origens das peças e materiais que entregam. Mas em algum momento falhou, enfatizou Ulmer.

“Estamos fazendo nosso dever de casa e diagnósticos para ir [revisar o processo] até o fim da cadeia, para descobrir onde na cadeia ele quebrou”, disse Ulmer. “Isso ajudará a nos informar o que precisamos fazer para mudar a abordagem, não apenas da perspectiva do F-35, mas, mais amplamente, em relação à nossa cadeia de suprimentos”, acrescentou o Executivo.

Ulmer disse que não tem motivos para acreditar que alguém no processo ofuscou deliberadamente a origem do material, mas que a investigação continuará.

Em uma mesa redonda com repórteres na conferência na terça-feira, Andrew Hunter, secretário assistente da USAF para aquisição, tecnologia e logística, disse que questões como essa e a pandemia do COVID-19 destacaram a complexidade das redes da cadeia de suprimentos nas quais o Departamento de Defesa tem como confiança.

Para o secretário da USAF, essa liga era um componente que nunca deveria estar na cadeia de suprimentos americana e deveria ter sido detectada muito antes, já que as cadeias de suprimentos não são estáticas. Portanto, exige vigilância constante para garantir que as cadeias de suprimentos sejam resilientes, seguras e que os EUA saibam de onde vêm as coisas e se estão em conformidade com a legislação vigente.

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