HomeConflitosQuem ganha com a Guerra na Ucrânia?

Quem ganha com a Guerra na Ucrânia?

Um artigo bem curto e objetivo, pois debater e especular sobre quem ganhará ou perderá a guerra entre “Rússia e Ucrânia + Ocidente como coadjuvante” é um mero exercício de relativismo no conhecimento militar, bélico e geopolítico, além do relativismo entre o que é ilegal e o que é imoral…

Os perdedores já conhecemos; a população civil, os jovens recrutas de ambos os lados, e principalmente a verdade, que foi a primeira vítima não somente desse mas de todos os conflitos.

Os ganhadores imediatos são:

1°- China

Sim a China já começou a ganhar antes mesmo do início do conflito, as atenções do mundo e dos EUA com a Ucrânia os deixarão com uma boa margem de conforto para suas ambições expancionistas muito mais perigosas que as aparentemente pretendidas pela Rússia.

Importantes recursos financeiros e efetivos militares que agora serão destinados para dissuadir ou possivelmente enfrentar a Rússia certamente farão falta para dissuadir a China na região que essa cobiça no Pacífico.

Na área comercial a China que já ganhou muito com a crise sanitária, agora vai ganhar ainda mais fornecendo material para todos os lados envolvidos e/ou interessados na guerra.

Somente na Alemanha pelo menos 50% das grandes e médias empresas já planejam migrar para a China, devido aos recentes aumentos dos custos de eletricidade e gáz na Europa, que estão acontecendo de maneira totalmente especulativa antes mesmo de qualquer diminuição ou corte de fornecimento do gáz russo. Por curiosidade, a Rússia não aumentou seus preços como ainda aumentou o fornecimento de gáz, o que deveria ter causado uma queda de preços imediata.

Dentro das previsões mais radicais e/ou pessimistas, o mesmo índice de migração de fábricas européias poderá ser efetivado à médio prazo em quase toda a Europa Ocidental caso a guerra continue, mesmo sem se alastrar para outros territórios próximos da Ucrânia.

2° – Terrorismo Islâmico

Desde bem antes do agravamento dessa crise, a ameaça do terrorismo islâmico está sendo deixado de lado pelas grandes potências.
O abandono das frentes do Afeganistão pelo EUA & OTAN, e agora o abandono da Africa pela França e parte da OTAN na Operação Barkhane já deixou o terrorismo islâmico livre para dominar países inteiros da Africa, onde existe o projeto de um 2° califado islâmico idêntico ao que o Talebã implantou no Afeganistão.

Apesar de não acontecerem grandes atentados na Europa ou nos EUA nos últimos anos, é importante lembrar que nesses casos o terrorismo islâmico mudou seu “modus operandis” para as modalidades híbridas e assimétricas, com ataques menores mas em maior quantidade e associação com o crime organizado e gangues da delinquência juvenil formada entre os migrantes ilegais que chegaram com as crises de refugiados desde meados de 2014/2015.

Como já foi previsto pela própria OTAN no passado* (link ao final da matéria), existe a grande possibilidade de grupos regionais formados por populações islâmicas na Europa esperarem por um momento de maior fraqueza dos governos para iniciar suas autodeterminações territoriais dentro da Europa Ocidental.

Com exceção da Rússia com sua atuação na Síria, atualmente nenhum país conduz operações de grande envergadura contra o terrorismo islâmico no mundo, e isso certamente está irritando muito os eventuais patrocinadores e outros interessados do expansionismo dos califados islâmicos pelo Oriente Médio que possuem aliados no Ocidente.

3°- Ditaduras em expansionismo emergente

Somente no caso da Europa Oriental temos a problemática Turquia, que mesmo fazendo parte da OTAN a cada momento joga de um lado diferente do jogo geopolítico e ideológico, e, ainda é uma das grandes patrocinadoras do terrorismo islâmico na Guerra da Síria e na Líbia. No teatro do Cáucaso, a Turquia conta ainda com o apoio da também expansionista República do Azerbaijão, outro quase califado islâmico da região.

A Turquia também à muito tempo oferece riscos para nações pacíficas como a Grécia, Chipre e Armênia, além de efetuar constantes provocações contra o Egito no Mar Mediterrâneo.

A Argélia que se arma cada vez mais com apoio da China e outros países árabes já demonstra também ameaças aos seus vizinhos Marrocos e Tunísia, como também colabora fornecendo refúgio e suprimentos aos grupos terroristas islâmicos do Sahel que estavam sendo combatidos pela França e uma pequena coalizão da OTAN no âmbito da Operação Barkhane.

A Argélia também é uma das principais fomentadoras da imigração ilegal econconômica disfarçada de fuga de refugiados.

Desnecessário comentar sobre Coréia do Norte, Irã, Paquistão, Idonésia, Venezuela, Cuba, Repúblia Centro-Africana, Turcomenistão, Afeganistão, Iraque, entre outros…

4° Crime organizado europeu e internacional

Algo que sempre acompanha qualquer guerra é o crime organizado que se aproveita da desorganização dos estados em combate para promover o estabelecimento de poderes paralelos, tráfico de armas e de quaquer outros tipos de bens e serviços que possam fornecer rendas vultuosas e controle territorial nas regiões abrangidas por conflitos.

Os exemplos mais recentes mostram o que aconteceu na Líbia e Síria que se tornaram terra de ninguém e paraísos do terrorismo e tráfico de armas que abastece outros conflitos e o crime organizado.

Quem lembrar de conflitos dos anos 90 é impossível não comentar sobre os problemas da expansão do crime organizado que se fortificou na Europa Ocidental com as armas e doutrinas dos ex-militares da Chechênia e principalmente da ex-Iugoslávia, fracionada em micro-nações que guerrearam entre si por pseudos-independências…

No caso dos cartéis da América Latina, a situação consequentemente vai piorar ainda mais com a intensificação do comércio com os jihadistas da Africa, esses um dos principais compradores das drogas da América do Sul e um dos grandes fornecedores de armas para o tráfico internacional.

5°- O império comercial das “fake news” à serviço da agenda neoliberal/globalista

O grande debate e esforço por denunciar as “fake news” ou situações mal interpretadas se tornou na realidade um esforço pelo “monopólio da verdade” (ou mentiras oficializadas).

Se tornou bem óbvio que hoje a grande maioria das grandes redes de TV e agências de notícias da Internet se transformaram em um comércio à serviço de quem pagar mais ou dos partidos políticos que estão no poder em algumas nações ocidentais.

Mesmo antes do conflito eclodir, muitos governos ocidentais já estavam se antecipando em elaborar e estabelecer legislações draconianas que oficializam o monopólio das informações, e também, estabelecendo punições severas aos que divulgarem informações contrárias das narrativas oficiais. A tendência é que essa situação se intensifique por todo o ocidente, com leis que fariam inveja a qualquer ex-ditador soviético ou do PCC Chinês.

Devido a intensa narrativa de agravamento de situação e exageros intencionais para fins de propaganda de conflito, diversos problemas reais que causam mais mortes que a próproa guerra estão sendo esquecidos pelo mundo, como por exemplo a péssima gestão governamental da crise sanitária e revoltas pacíficas anti-governos que acontecem na Europa, Austrália, Canadá e USA.

Apenas  mais uma curiosidade sobre a narrativa do conflito na Ucrânia; pelo menos 50% ou mais das imagens de mortes e destruições que estão sendo divulgadas no mainstream e internet são sa realidade imagens de outros conflitos anteriores e catástrofes que aconteceram pelo mundo afora nos últimos 20 anos. Imagens da guerra da Bósnia/Sérvia/Montenegro incêndios florestais na Europa Ocidental e EUA à imagens de explosões de refinarias na China e América do Sul, qause tudo está sendo usado para gerar imagens de impacto que certamente estão manipulando milhões de pessoas por todo o mundo.

6°- O presidente de “conveniência” Volodomir Zelensky

Sim, ele mesmo! Mesmo que o listei em último lugar, ele como bom artista comediante de TV sabe bem representar o papel ao qual foi destinado e planejado. Perdendo ou ganhando a “operação especial russa” e/ou “guerra contra a Rússia”, Zelensky já deve muito ao marketing ocidental que o colocou no mesmo patamar de Macron, Biden, Merkel e outros lideres neoliberais do século XXI.

Quem sabe em breve saberemos das verdades sobre todos os envolvidos nesse infeliz conflito que está destruíndo a vida de milhões de inocentes para salvar a pele e/ou garantir os lucros e poder de algumas centenas de felizes integrantes da elite mundial…

E nada disso aparece nos grandes noticiários da TV e internet…

Observação importante:

Em nome de toda a equipe Orbis Defense na Europa e em outros países, todos repudiamos a guerra em curso na Ucrânia, porém salientamos que os fatos devem ser exclarecidos para que os verdadeiros culpados pelo conflito sejam devidamente responsabilizados e punidos pela comunidade internacional, respeitando os direitos de independência e autodefesa de todas as nações e povos envolvidos, sem prejuízos aos civis e militares que atuam no cumprimento do dever de suas respectivas nações.

*https://orbisdefense.blogspot.com/2019/11/a-possibilidade-de-guerra-civil-na.html

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