A Rússia insiste em que a Ucrânia deve negociar diretamente com as repúblicas do Donbass que disputam a região, o que Kiev se opõe veementemente, pois sabe que isso significaria o reconhecimento de fato dessas entidades. Dado que os Estados Unidos, como principal apoiador da Ucrânia, não estão oficialmente envolvidos nas negociações de paz, e a chance de uma paz sustentada no Donbass é muito pequena.

Apesar da participação de militares russos estar ausente no conflito na teoria, na prática a história é outra e o cenário poderá mudar rapidamente. Das mobilizações em terra russa rumo às fronteiras, Moscou está enviando muitas armas para seus representantes separatistas nas regiões de Luhansk e Donetsk. Não obstante a isso, uma notícia se fez preocupante, foram registrados os movimentos de esquadrões de atiradores russos contra as posições das tropas ucranianas.

De acordo com um comunicado das Forças Armadas Ucranianas, dois soldados ucranianos foram mortalmente feridos em 5 de abril por um atirador russo perto da cidade da linha de frente de Zolotogo-4 e Avdiyivky.

A investida de franco-atirador preocupou a frente ucraniana, pois ainda é desconhecido o esquadrão, privado ou estatal russo, isso dificulta um planejamento dos coordenadores do beligerante de Kiev que precisarão implantar unidades caçadoras a fim de neutralizar tais adversários à frente.

No ano passado, foi registrada a atuação deste esquadrão de atiradores de elite em Donbass, mudando o curso das desinteligências que se seguiram mesmo diante de um cessar-fogo proclamado pelas partes. Na ocasião, o esquadrão estava armado com a poderosa e mortal Sniper britânica AWX .338 mm e fuzis de assalto AK-105, bem como à disposição, segundo imagens flagradas, um dispositivo de micro-ondas de contra-medidas “Zaslon” especialmente contra drones de emboscada.

A presença de elementos Wagner Group é muito contestada por analistas devido ao hall de dispositivos modernos de guerra disponíveis pelos atirados no passado, apesar de não ser impossível tais recursos em mãos de empreiteiras mercenárias privadas. Diante do exposto, crescem as hipóteses do esquadrão atualmente presente pertencer ao Serviço de Segurança Federal Russo (FSB), o serviço de inteligência da Rússia na atualidade.

Operando na linha de frente como apoio aos separatistas das Repúblicas de Donbass, os atiradores de elite da FSB oferecem um grande desconforto à frente ucraniana, mas poderiam sofrer sérias consequências caso sejam capturados.

Por exemplo, com os relatos das imagens do ano passado, as identidades dos operadores foram reveladas, tornando-os oportunistas e sem responsabilidades aos preceitos técnicos e leis internas de exposição do Serviço Federal Russo.

As tensões na região estão crescentes, no final de março para início de abril o beligerante não passava de massa sendo modelada. Hoje, o cenário está criado e armado, de um lado a Ucrânia que está à deriva e sem opção de acordo com Moscou que preza pela aproximação de Kiev com as Repúblicas diretamente, e já demonstrou sua força ao deslocar e fornecer equipamentos bélicos a Donbass, além de Sergei Lavrov sublinhar que qualquer participação direta do ocidente terá sérias consequências.

A OTAN está cada vez mais próxima do quintal da Rússia, Biden almeja o conflito na esperança de abrir caminho ao controle local e a venda bélica, mas poderá ocasionar uma guerra assustadora que enfraquecerá sua Defesa, dando espaço para a China entrar e mostrar a sua força.

Sabe-se que Moscou constantemente fornece subsídios econômicos e bélicos à empreiteira mercenária Wagner Group. Os operadores da Wagner estiveram na vanguarda de alguns dos combates mais pesados ​​no leste da Ucrânia e na Síria nos últimos anos antes de explodir nas manchetes com seu ataque descarado a uma posição militar dos EUA no nordeste Síria em fevereiro de 2018.

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