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Turquia quer ajuda de Joe Biden para aprovação de compras de aeronaves e suprimentos

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan disse a jornalistas em seu retorno para a Turquia depois da cúpula do G20 em Roma em 31 de outubro que o presidente Joe Biden disse a Erdogan que Biden faria “o seu melhor” para ajudar a conduzir uma venda de um lote de aviões de caças F-16, por US $ 6 bilhões e kits de modernização para a frota já existente.

Uma tão esperada reunião entre Biden e Erdogan aconteceu após meses de tensão em relação à posse e uso do sistema de defesa antimísseis russo S-400 pela Turquia. A especulação permanece de que a Turquia se voltará para mais vendas militares russas (hoje pouco provável) ou até mesmo chinesas, para incluir aviões de combate, depois que o aliado da OTAN foi oficialmente expulso do programa F-35 em setembro devido a preocupações de que o S-400 seria usado para estudar vulnerabilidades da aeronave.

Um porta-voz do Departamento de Estado se recusou a comentar mais em 2 de novembro, encaminhando perguntas à Casa Branca. A Casa Branca não respondeu imediatamente a um inquérito.

A maior variável na aquisição do F-16, disse Erdogan, é o Congresso dos Estados Unidos. Ele disse que Biden estimou apenas uma chance “50%” de a venda militar ser aprovada pelos legisladores, que ainda estão irritados com a compra do S-400, bem como com alegadas violações dos direitos humanos e deficiências democráticas. Relatórios disseram que o presidente turco quer um crédito de US $ 1,4 bilhão da compra cancelada de seis F-35s, mas o Departamento de Estado diz que a remoção do DOD e a venda do Departamento de Estado são processos separados.

O secretário de imprensa do Pentágono, John F. Kirby, disse em 1º de novembro que o Departamento de Defesa permanece em contato com seus homólogos turcos sobre a remoção do programa F-35 e que as autoridades realizaram uma reunião conjunta em Ancara em 27 de outubro.

O secretário de Defesa Lloyd J. Austin III também falou por telefone com o ministro turco da Defesa Nacional, Hulusi Akar, em 27 de outubro, de acordo com um comunicado do Pentágono .

“O secretário reafirmou o reconhecimento dos Estados Unidos das necessidades de modernização militar da Turquia”, disse Kirby no comunicado. “Ele também agradeceu à Turquia por hospedar uma equipe do DoD em Ancara esta semana para iniciar as discussões de resolução de disputas para tratar de questões pendentes resultantes da remoção da Turquia do programa F-35.”

Apesar dos últimos meses de retórica e postura de funcionários turcos e do próprio Erdogan, o presidente turco indicou que a reunião com Biden foi realizada “em uma atmosfera muito positiva”.

Correndo contra o relógio

A Força Aérea Turca ocupa o terceiro lugar na OTAN em termos de tamanho da frota aérea, atrás apenas da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) e da Força Aérea Real (RAF), com um inventário atual de 788 aeronaves, sendo considerada uma das melhores entre as nações do Oriente Médio.

A espinha dorsal da aviação de combate da Turquia são 48 aeronaves F-4 Phanton II, que receberam um upgrade em 2020 da IAI, e 245 F-16 C/D que nunca receberam upgrades. Apesar sa grande quantidade de aeronaves, um eventual boicote de alguns dos fornecedores de peças e suprimentos ocidentais pode facilmente groudear (parar no solo) tornado a grande maioria dessa frota indisponível por falta de peças, tranformando a Força Aérea Turca em um “aeroclube” militarizado…

A grande realidade no final das contas é que hoje, todos os principais fornecedores de armas e tecnologia para a Turquia são nações que estão com seus interesses ameaçados pelo evidente expansionismo turco no Oriente Médio, que visa obviamente usar de sua ainda boa capacidade operacional, adquirida com ajuda do ocidente graças à sua participação na OTAN.

Apesar da Turquia ter uma relativa boa autonomia em sua industria nacional, esta ainda é incapaz de fabricar aeronaves de combate de capacidade mediana assim como seus suprimentos, mesmo que sob licença. No caso dos demais tipos de armamentos, como navios, submarinos e carros de combate da categoria dos modernos MBT a situação é também idêntica à da aviação de combate turca.

Até então a Rússia era uma alternativa viàvel e até mesmo praticável para a Turquia, mas depois de todos os posicionamentos da Turquia na crise da Síria, certamente a Rússia também não fornecerá equipamentos interessantes para as Forças Armadas Turcas.

O presidente Reccept Tarp Edorgan governa a Turquia de forma ditatorial e de forma a conduzir um nacionalismo muito eficiênte, o que transformou a Turquia em uma potência regional emergente desejosa de expansão territorial e moral. Porém o que a Turquia conseguiu até o momento foi problemas em três frentes distintas, com problemas com a Grécia, Egito e Rússia/Síria, assim com a desconfiança de todos os países integrantes da OTAN; que não sabem como se livrar desse “aliado inconveniênte”…

  • Com informações Air Force Mag, Military.com, Associated Press, STFH Analysis & Intelligence, via redação Orbis Defense Europe.


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