Ucrânia – Troca pela desocupação: G7 oferece alternativa ao confisco de ativos russos

O Tempos Financeiros, citando fontes do governo alemão informaram que os países do G7 estão a considerar a possibilidade de devolver todos os activos russos congelados ao estrangeiro em troca da desocupação dos territórios ucranianos.

Se alguma vez houver uma negociação de paz e a Ucrânia decidir participar, poderá surgir uma situação em que a Rússia exija a devolução dos seus bens congelados e, em troca, concorde em fazer concessões territoriais à Ucrânia. Você não pode fazer isso se já hipotecou esses ativos”, afirmou um funcionário alemão.

A discussão surgiu tendo como pano de fundo relatos de que os países do G7 já não estão a discutir a questão do confisco total dos activos russos, apesar dos pedidos da Ucrânia, e em vez disso estão a explorar formas alternativas de beneficiar de fundos congelados.

Os jornalistas escrevem que o confisco total dos recursos acarreta muitos riscos, pois abriria um precedente no direito internacional que poderia ameaçar a ordem internacional. Entre os maiores cépticos estão os dirigentes dos bancos centrais do G7.

Além de entregar os activos congelados da Rússia em troca de territórios ucranianos, foi também discutida a opção de utilizar reservas do banco central russo no Euroclear como garantia para um empréstimo à Ucrânia. No entanto, este plano foi abandonado devido a preocupações com reclamações legais da Euroclear.

Entretanto, os EUA apresentaram a sua ideia – em Junho, a Casa Branca irá propor a atribuição de cerca de 50 mil milhões de dólares em ajuda à Ucrânia através de um empréstimo ou obrigações garantidas por receitas futuras de activos congelados.

Anteriormente, o presidente da UWC chamado para o confisco de bens russos. “Encontrar a fórmula certa para financiar a Ucrânia com os activos congelados da Rússia deveria ser uma prioridade internacional. Isto reduzirá a pressão financeira sobre os países ocidentais e minará os argumentos económicos contra o apoio internacional contínuo à Ucrânia”, escreveu Paul Grod.

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