HomeGuerra de InformaçãoUNESCO homenageia 62 jornalistas mortos em 2020 por fazerem seus trabalhos

UNESCO homenageia 62 jornalistas mortos em 2020 por fazerem seus trabalhos

Nos últimos anos, o número de trabalhadores da mídia assassinados durante investigações sobre corrupção estatal e empresarial, crime organizado, crimes governamentais, tráfico de pessoas, protestos sociais, manifestações políticas, terrorismo islâmico e outras violações dos direitos humanos aumentou sensivelmente.

Na mensagem de Antonio Guterres no Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas. A ONU e outros órgãos internacionais de jornalismo independente homenageiam os sessenta e dois jornalistas que perderam a vida no ano passado. Muitos morreram vítimas de confrontos em coberturas de guerras e outros conflitos, outros assassinados em suas casas ou locais de trabalho, apenas porque fizeram ou estavam fazendo o seu trabalho.

A grande maioria dos jornalistas que morreram assassinados ou em decorrência de confrontos são jornalistas independentes, que não gozam de nenhuma estrutura de proteção governamental e/ou de grandes empresas de mídia.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, apelou ontem, dia 02/11, por um Dia Internacional pelo Fim da Impunidade de Crimes Contra Jornalistas, por justiça para os jornalistas que foram assassinados no cumprimento de seu dever, e destacou que “honramos sua herança e seus sucessos” .

Da mesma forma, Antonio Guterres exortou todos os Estados membros a se solidarizarem com os jornalistas para investigar e processar os crimes contra eles com toda a força da lei.

Fonte: https://www.ifj.org/media-centre/news/detail/category/health-and-safety/article/10-december-the-ifj-launches-a-white-paper-on-global-journalism.html

Só em 2020, de acordo com a UNESCO, que trabalha para proteger os trabalhadores da mídia, 62 jornalistas foram mortos apenas por fazerem seu trabalho. Entre 2006 e 2020, mais de 1.200 profissionais perderam a vida da mesma forma. Em nove entre dez casos, os assassinos são conhecidos das autoridades onde aconteceram os fatos e ficaram impunes.

No caso dos jornalistas agredidos fisicamente de forma grave, que contam desde espancamentos por forças de ordem à agressões severas por parte de populares envolvidos com movimentos extremistas, os casos mais notados no ocidente se encontram na França, durante as coberturas dos protestos do movimento dos Gilets Jaunes/Coletes Amarelos, e agora nas manifestações anti-lockdown e anti-vacinação obrigatória, que acontecem por toda a Europa.

Este ano, por causa de estatísticas como essas, o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas está destacando o importante papel dos serviços do Ministério Público, não apenas para levar os assassinos à justiça, mas também para processar ameaças de violência.

Em mensagem marcando o dia, marcado na terça-feira, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, observou que muitos jornalistas perderam a vida durante a cobertura do conflito, mas o número de profissionais da mídia mortos fora das zonas de conflito aumentou nos últimos anos.

“Em muitos países, a simples investigação de corrupção, tráfico, violações dos direitos humanos ou questões ambientais coloca em risco a vida dos jornalistas”, disse o chefe da ONU.

Para Guterres, “os crimes contra jornalistas têm um enorme impacto na sociedade como um todo, porque impedem as pessoas de tomar decisões informadas”. Os jornalistas enfrentam inúmeras outras ameaças, que vão desde sequestro, tortura e detenção arbitrária até campanhas de desinformação e assédio, principalmente na esfera digital.

  • Com informações France Inter, EuroLeaks e United Nations News, via redação Orbis Defense Europe.

https://news.un.org/en/story/2021/11/1104622

https://www.ifj.org/media-centre/news/detail/category/health-and-safety/article/10-december-the-ifj-launches-a-white-paper-on-global-journalism.html


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